Na esteira da tragédia da Operação Contenção, que resultou na morte de mais de 120 pessoas em comunidades do Complexo do Alemão e da Penha, uma convocação unificada reúne mais de cem organizações para um ato público em solidariedade às famílias das vítimas e de repúdio à política de massacres e chacinas promovidas nas favelas do Rio de Janeiro.
O protesto está marcado para a sexta-feira, 31 de outubro, às 13h, na Estrada José Rucas, 1202, Complexo da Penha. Movimentos sociais, coletivos de favelas, organizações negras e defensoras de direitos humanos prometem mostrar resistência firme contra o uso desmedido da força, torturas, execuções e o terror institucionalizado que afeta principalmente a população negra e periférica.
Em manifesto, os grupos exigem a responsabilização imediata do secretário de Segurança, Victor Santos, e do governador estadual, Cláudio Castro (PL), apontando-os como responsáveis diretos pelos excessos, negligências e o alto índice de mortes.
O ato segue uma linha de enfrentamento à necropolítica que, segundo os manifestantes, transforma o Rio de Janeiro em um laboratório de morte, perpetuando a violência e o sofrimento sem justiça ou reparação.

