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Ato de Cláudio Castro abriu espaço para crédito do Banco Master fora do teto legal

Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

Um decreto do governador Cláudio Castro abriu uma brecha inédita no sistema de crédito consignado do Rio de Janeiro, permitindo a expansão do cartão de benefícios Credcesta, produto ligado ao Banco Master, com impacto direto sobre servidores estaduais e aposentados.

Mudança nas regras

O decreto foi editado em maio de 2021 e alterou de forma relevante o funcionamento do crédito consignado no estado do Rio de Janeiro. A norma autorizou que até 20% do salário líquido fosse comprometido com cartões de benefícios, sem que esse percentual fosse contabilizado no limite geral de 35% já existente para outras modalidades.

Expansão sem contrapartida

Na prática, a mudança ampliou o espaço para descontos diretos em folha sem reduzir a margem das operações tradicionais, abrindo caminho para o crescimento do Credcesta, vinculado ao Banco Master.

Autorização acelerada

Menos de uma semana após a publicação do decreto, a Casa Civil autorizou a empresa PKL One Participações a oferecer o Credcesta a servidores e aposentados. O despacho foi assinado pelo então secretário Nicola Miccione, um dos principais auxiliares de Cláudio Castro.

Processo desaparecido

A autorização teve como base um processo administrativo que hoje não pode mais ser localizado no Sistema Eletrônico de Informações do governo estadual. Diferentemente do padrão, o procedimento não aparece nem mesmo como registro sigiloso, sem qualquer referência pública ou interna que permita rastreamento.

Monopólio prolongado

Durante quase quatro anos, a PKL One foi a única empresa habilitada pelo governo fluminense a operar cartões de benefícios com desconto em folha. Apenas em abril deste ano uma segunda companhia foi cadastrada, sem confirmação oficial de início efetivo das operações.

Valores bilionários

Segundo a Procuradoria Geral do Estado, o saldo consolidado de créditos consignados remanescentes ligados à PKL e ao Banco Master supera R$ 1,78 bilhão. O órgão não detalha quanto desse montante está associado especificamente ao cartão de benefícios.

Risco previdenciário

A PGE pede à Justiça a retenção dos repasses para evitar prejuízos ao sistema previdenciário estadual. A preocupação envolve o Rioprevidência, responsável pelo pagamento de cerca de 235 mil aposentados e pensionistas.

Aposta malsucedida

O fundo investiu aproximadamente R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master, que entrou em liquidação em novembro. A própria procuradoria avalia como remotas as chances de recuperação integral desses recursos.

Juros elevados

Além do impacto financeiro, há questionamentos sobre o custo do crédito. Contracheques analisados indicam juros mensais em torno de 5,5% no Credcesta, acima do teto permitido no INSS e da média do consignado no setor privado.

Silêncio oficial

O governo do Rio de Janeiro não respondeu aos pedidos de esclarecimento sobre o decreto, a autorização do produto e os riscos associados à operação.

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