E ai, Castro?

Insegurança à Vontade: Carro de Alcione é roubado em frente ao cemitério

Criminosos levam veículo elétrico da Marrom em plena Avenida Pastor Martin Luther King; enquanto a capital fluminense sangra na Zona Norte, a artista descansa na Costa Verde.

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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A cantora Alcione – Foto: Divulgação

Os Fatos

  • O veículo da cantora Alcione, um BYD cinza, foi roubado na manhã desta quinta-feira (8) em Inhaúma, Zona Norte do Rio, nas proximidades do cemitério do bairro.
  • A sambista não estava no automóvel no momento da abordagem; ela desfruta de férias com a família em Angra dos Reis, na Costa Verde.
  • O motorista da artista, único ocupante do carro no momento do crime, não sofreu ferimentos, mas relatou momentos de tensão diante da abordagem agressiva dos assaltantes.

O Rio de Janeiro de 2026 continua a oferecer o mesmo roteiro de filme de terror para quem ousa transitar por suas veias abertas. Desta vez, a vítima indireta foi a Marrom, cuja voz é um patrimônio nacional, mas cujo patrimônio material não escapou da sanha das “vítimas da sociedade” que operam livremente na Avenida Pastor Martin Luther King.

O roubo, ocorrido ironicamente perto de um cemitério, é o retrato de uma cidade que enterra diariamente a paz do cidadão. Enquanto Alcione busca o frescor de Angra, seu motorista encarava o cano frio de uma pistola em um dos eixos mais perigosos da Zona Norte.

O paralelo com o clássico “Não Deixe o Samba Morrer” é amargo: no Rio, o que está morrendo é a capacidade de circular sem o medo onipresente de se tornar apenas mais um número em uma delegacia de bairro.

O roubo do carro de uma das maiores vozes do Brasil não é apenas um crime patrimonial, é o atestado de que, no Rio de Janeiro, nem a realeza do samba está a salvo da barbárie cotidiana.

Qual o paradeiro do veículo e como seguem as investigações?

Até o fechamento desta edição, o BYD cinza da cantora não foi localizado. O caso foi registrado na 44ª DP (Inhaúma). A Polícia Civil informou que agentes buscam imagens de câmeras de segurança na região para identificar os criminosos. O motorista, embora abalado, descreveu um dos assaltantes como um homem magro, negro e de baixa estatura. O veículo, conhecido por sua tecnologia de rastreamento avançada, ainda não emitiu sinais que permitissem o cerco policial, o que levanta suspeitas sobre o uso de bloqueadores de sinal pela quadrilha, técnica comum no “mercado” de desmanches da Zona Norte.

Como a segurança pública do Rio planeja estancar a hemorragia de roubos de carga e veículos?

A ocorrência com o carro de Alcione é apenas a ponta do iceberg de uma crise que o governo estadual parece ignorar entre um evento turístico e outro. Inhaúma e os bairros vizinhos ao Complexo do Alemão e da Penha tornaram-se zonas de exclusão do Estado de Direito.

O Diário Carioca, sempre combativo contra os retrocessos e a favor da justiça, exige que a inteligência policial saia dos gabinetes e recupere o controle das vias expressas. Não basta celebrar o PIB do turismo se o morador e o trabalhador — como o motorista da Marrom — são entregues à própria sorte em avenidas que mais parecem faixas de gaza urbanas. A pacificação deve ser real, não apenas uma peça publicitária de governo.

Expediente: 08/01/2026 – 23:25 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook.

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Editor e analista geopolítico
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.