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Soja sustenta alta em Paranaguá: Grão valoriza 0,03%, sinalizando vigor na exportação

A saca de soja abre a semana em ascensão no Paraná, consolidando o preço acima de R$ 141,00 no porto. O trigo demonstra descompasso regional, com queda no Paraná e ligeira alta no Rio Grande do Sul.

1 de dezembro de 2025

O mercado de soja demonstra resiliência, abrindo a segunda-feira (1º) em território positivo. A saca de 60 kg valorizou 0,03% no porto de Paranaguá, a principal porta de escoamento do Brasil.

A commodity está cotada a R$ 141,94 no litoral, com um avanço mensal de 1,47%, conforme o indicador Cepea/Esalq.

No interior do Paraná, o grão registrou uma valorização diária ligeiramente superior, de 0,10%. A soja é negociada a R$ 136,07 na região produtora.

A diferença de preço entre as praças reflete os custos logísticos e a demanda constante pelo produto de exportação. A saca de soja e de trigo é padronizada em 60 kg no Brasil.

Commodity / LocalCotação (R$)Variação Diária (28/11)Variação Mensal
Soja (Paranaguá – 60 kg)R$ 141,94+0,03%+1,47%
Soja (Paraná – 60 kg)R$ 136,07+0,10%+1,86%
Trigo (Paraná – Tonelada)R$ 1.194,15-0,31%+0,05%
Trigo (Rio Grande do Sul – Tonelada)R$ 1.031,18+0,19%-4,51%

Trigo: Variação Divergente e Desafios Regionais de Preço

O mercado de trigo apresentou um comportamento divergente entre os principais estados produtores do Sul. No Paraná, a tonelada do trigo registrou desvalorização de 0,31%, negociada a R$ 1.194,15. Esta queda, contudo, mantém o preço mensalmente estável (+0,05%).

Em contrapartida, no Rio Grande do Sul, o trigo demonstrou uma recuperação marginal de 0,19% no dia. A tonelada é comercializada a R$ 1.031,18. O estado gaúcho, porém, enfrenta um recuo mensal mais acentuado, com queda de 4,51%. Esta disparidade regional destaca as diferentes dinâmicas de colheita, armazenamento e pressão competitiva no mercado.

A alta sustentada da soja em Paranaguá confirma o papel do Brasil como potência exportadora, mas também expõe a economia interna à flutuação cambial. A força da soja contrasta com a instabilidade do trigo, que, vital para a segurança alimentar, deveria ser menos suscetível a variações regionais drásticas. A política agrícola deve mirar a estabilidade do trigo para proteger o consumidor final. A soberania alimentar exige tanto a competitividade global da soja quanto a previsibilidade dos grãos básicos.

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