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Soja e trigo hoje: confira as cotações de 28/1

A forte desvalorização da soja expõe o peso do câmbio e da oferta, ao passo que o trigo registra altas discretas, sinalizando um mercado dividido entre exportação pressionada e abastecimento defensivo

28 de janeiro de 2026

A abertura desta quarta-feira (28) no mercado de grãos oferece um diagnóstico direto — e pouco confortável — da economia agrícola brasileira. A soja, carro-chefe das exportações e pilar da balança comercial, inicia o dia em queda tanto no interior do Paraná quanto no porto de Paranaguá. No primeiro caso, a saca de 60 quilos recua 1,12%, cotada a R$ 119,83; no litoral, a baixa é ainda mais intensa, 2,18%, levando o preço a R$ 124,76, segundo o Cepea/Esalq.

O movimento não é episódico. No acumulado mensal, a soja amarga desvalorizações superiores a 11% nas duas praças. Trata-se de uma correção pesada, alimentada por oferta abundante, pressão logística e um câmbio que já não entrega o mesmo prêmio ao exportador. Quando a soja cai no porto, o mercado está dizendo que o mundo compra, mas negocia duro — e o produtor sente.

Soja: abundância sem euforia

A leitura estrutural é clara. A colheita avança, os estoques crescem e a concorrência internacional aperta margens. O porto, termômetro do apetite externo, precifica risco e timing. O interior reflete a mesma lógica, com produtores calibrando vendas diante de custos elevados e preços que não recompõem perdas recentes. A soja segue estratégica, mas já não é intocável.

Trigo: estabilidade como defesa

Em contraste, o trigo ensaia uma reação contida. No Paraná, a tonelada sobe 0,13%, negociada a R$ 1.176,36, ainda com leve queda no mês. No Rio Grande do Sul, a alta diária é de 0,31%, com a tonelada a R$ 1.057,34 e variação mensal positiva. Não é um rali; é um ajuste de sobrevivência.

O trigo responde menos ao humor externo e mais ao equilíbrio doméstico entre oferta, importações e demanda da indústria moageira. Em um país que consome pão todos os dias, a estabilidade do trigo é menos espetáculo e mais política de abastecimento — um colchão contra choques maiores.

Do porto ao prato

A fotografia do dia revela dois mercados com naturezas distintas. A soja, globalizada e exposta, sente o peso do mundo. O trigo, mais doméstico, busca firmeza mínima. Entre um e outro, o produtor calcula, a indústria se protege e o consumidor observa à distância, sem saber que cada variação carrega implicações para preços, empregos e decisões públicas.

O mercado não grita. Ele sinaliza. E hoje o sinal é de cautela.

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