António José Seguro, do Partido Socialista, triunfou no segundo turno das eleições presidenciais portuguesas deste domingo, 8 de fevereiro de 2026, derrotando André Ventura, do Chega. Com 63% dos votos contra 37% do extremista, Seguro evita ascensão da direita radical em Lisboa. A vitória surpreende após primeiro turno apertado, onde ambos superaram pesquisas em 8% e 4%, respectivamente.
Ascensão inesperada no PS
Seguro, ex-líder socialista proscrito após 2014, reconquista partido via juventude da JS. Apoio de bases militantes reabilita sua imagem, superando resistências de veteranos. Trajetória inclui secretariado sob Guterres e eurodeputado, mas derrota europeia de 2014 o marginalizara até reviravolta pós-2024.
Embaralhamento no primeiro turno
Cinco candidaturas fortes fragmentam votos: Mendes (PSD) cai a 11%, Cotrim (IL) e Gouveia Melo (independente) dividem centro-direita, beneficiando Seguro. PSD, no poder via Montenegro, sinaliza debacle legislativa futura com fraco 11%. Chega cresce para 23,5%, mas cordão sanitário limita avanço.
Análise & Contexto
Cordão sanitário antifascista
Portugal resiste onda europeia de populismo radical: Melo endossa Seguro explicitamente, Cotrim sinaliza apoio indireto. Montenegro declara neutralidade, mas PSD fragmenta em favores ao socialista. Analistas destacam maturidade política lusitana, contrastando Brasil e EUA.
Juventude e militância decisivas
Karl, da UERJ, enfatiza vitória interna no PS: “Juventude reabilitou Seguro contra cúpulas céticas”. Beloni, geógrafo, elogia: “Portugal ergue barreira antifascista superior à Europa, apesar 30% Ventura”. PS capitaliza sucesso europeu 2024, com 9,8% Chega contido.
Implicações legislativas
PSD perde fôlego para legislativas, abrindo portas socialistas ao governo. Seguro assume em abril, priorizando UE e economia pós-2024. Vitória reforça PS como freio à extrema-direita, com militância jovem como trunfo.
Contexto europeu de resistências
Enquanto França e Alemanha veem ascensões radicais, Portugal ativa “cordão sanitário”: 66% sondagens para Seguro confirmadas. Militantes PSD desertam neutralidade oficial, temendo Ventura “Bolsonaro português”.





