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Matriarcado Brasileiro

A força de Lindu: Dira Paes encarna a resistência nordestina na Sapucaí

Na Acadêmicos de Niterói, a atriz revive a saga da mãe que pariu a esperança do Brasil.

Vanessa Neves
Vanessa Neves fev. 15, 2026

A abertura do Grupo Especial do Rio de Janeiro, neste domingo (15), reserva um dos momentos mais densos e emocionantes da história recente do Carnaval. A Acadêmicos de Niterói, ao apresentar o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, escalou a atriz Dira Paes para um papel que transcende a atuação: a interpretação de Dona Lindu, a matriarca que personifica a resiliência das mulheres do sertão. Ao cruzar a avenida, Dira não estará apenas representando uma figura histórica, mas sim validando a trajetória de milhões de brasileiras que, em meio à poeira e ao abandono estatal, decidiram marchar em direção ao futuro para garantir a sobrevivência de seus filhos.

Diário Carioca Carnaval Carioca
Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
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Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
Dira Paes representará Dona Lindu no desfile da Acadêmicos de Niterói
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A presença de Dira Paes, artista profundamente ligada às causas sociais e à identidade amazônica e nordestina, traz uma camada de autenticidade intelectual ao desfile. No carro alegórico, ela estará cercada por crianças que representam Luiz Inácio e seus irmãos, recriando a épica jornada migratória do Nordeste para o Sudeste. Essa escolha cênica é um manifesto direto contra o apagamento da história das classes populares. Ao colocar Dona Lindu como o alicerce moral do “operário do Brasil”, a escola de Niterói inverte a lógica do grande homem e celebra a base invisível que sustenta as grandes transformações políticas.

A Biomecânica da Esperança e a Luta de Classes

O enredo foca na saída estratégica do sertão, um ato de coragem que Dona Lindu executou com a firmeza de quem não aceita o destino da miséria. Para Dira Paes, o papel é uma extensão de sua militância: dar voz a quem o sistema tenta silenciar. No barracão da escola, a atriz demonstrou que sua participação não é meramente ilustrativa; há um compromisso com a densidade da personagem que pariu um presidente sem nunca perder a humildade de quem conhece o peso do trabalho braçal.

A Acadêmicos de Niterói, ao abrir os desfiles do Grupo Especial, assume a vanguarda do Carnaval político de 2026. A narrativa do “Mulungu” — árvore que simboliza a resistência e a regeneração — conecta a natureza à política, sugerindo que a liderança de Lula é um fruto orgânico da terra brasileira, regado pelo sacrifício de uma mãe solo. É uma crítica contundente ao patriarcado e uma exaltação ao poder das mulheres periféricas na construção da democracia nacional.

CARNAVAL

Análise & Contexto

A interpretação de Dona Lindu por Dira Paes é um marco para a justiça social no Carnaval carioca. O desfile resgata a importância histórica das mulheres retirantes e consolida a Acadêmicos de Niterói como uma voz ativa na preservação da memória da classe trabalhadora brasileira.

O Carnaval como Documentário Vivo

Em um cenário onde o revisionismo histórico tenta distorcer as origens do projeto progressista no Brasil, a Sapucaí atua como um documentário vivo. A interpretação de Dira Paes serve como um antídoto contra o ódio, humanizando a trajetória do presidente através da figura materna. O desfile promete ser um rito de passagem, onde o público não verá apenas o político, mas o filho de Lindu, o menino que engraxou sapatos e que, sob a orientação daquela mulher nordestina, aprendeu que a dignidade não se negocia.

Takeaways:

  • Dira Paes interpreta Dona Lindu, destacando o papel das mulheres nordestinas na formação do Brasil.
  • O desfile recria a migração histórica da família de Lula como um ato de resistência e sobrevivência.
  • A Acadêmicos de Niterói utiliza o Carnaval para pautar a justiça social e a valorização da classe operária.
  • A presença de crianças no carro alegórico simboliza a continuidade da esperança e a renovação geracional.

Fatos-chave:

  • Escola: Acadêmicos de Niterói (Grupo Especial).
  • Atriz: Dira Paes (interpretando Dona Lindu).
  • Enredo: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
  • Cenografia: Carro alegórico com crianças representando Lula e seus irmãos.
  • Local: Marquês de Sapucaí, Rio de Janeiro.
  • Data: Domingo, 15 de fevereiro de 2026.

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