O sábado de Carnaval (14/02) na Barra da Tijuca não foi apenas o marco inicial da folia carioca, mas um ato de afirmação da soberania cultural brasileira. A Rede Windsor Hoteis, prestes a completar 40 anos, transformou o salão Europas, no Windsor Oceanico, em um epicentro de resistência e celebração. Sob o comando de Diogo Nogueira, a tradicional Feijoada Carnavalesca reafirmou sua posição como um dos eventos mais sofisticados e autênticos do calendário, unindo a alta gastronomia ao DNA do samba de raiz.
A presença de Diogo Nogueira, pelo segundo ano consecutivo, carrega um simbolismo que transcende o entretenimento. O artista, herdeiro do legado de João Nogueira, trouxe para o palco a essência do Clube do Samba, movimento fundado em 1979 para combater a hegemonia da música estrangeira e preservar a identidade nacional. Ao entoar clássicos de Dorival Caymmi, Gilberto Gil e do próprio pai, Diogo não apenas agitou convidados como Ancelmo Gois e Alinne Prado, mas operou uma manutenção viva da nossa memória afetiva. O momento culminante foi a entrega de um quadro comemorativo à rede, um gesto da família Nogueira que sela a parceria entre a hospitalidade de excelência e a arte popular.
O Clubinho do Samba e o Impacto Social
Para além dos brindes e da folia, o evento deu visibilidade ao braço social do movimento: o Clubinho do Samba. Sob a presidência de Ângela Nogueira, o projeto utiliza a música e a arte como ferramentas de transformação para 1.500 crianças e adolescentes. Em 2026, o apoio da Rede Windsor é fundamental para a manutenção de oficinas de percussão, violão, capoeira e teatro. Essa aliança entre o setor privado e a cultura de base é o modelo de justiça social que o Diário Carioca defende: o Carnaval como gerador de oportunidades e cidadania para as novas gerações das periferias cariocas.
A celebração contou ainda com a majestade de Quitéria Chagas, coroada musa do evento. Rainha da Império Serrano e psicóloga, Quitéria personifica a mulher brasileira multitarefa e potente, unindo a magia da Sapucaí ao ambiente corporativo da Windsor. A presença da Unidos de Vila Isabel e do Cordão da Bola Preta completou o mosaico, integrando em um só espaço o desfile técnico, o bloco de rua e a culinária que é o maior patrimônio afetivo do país: a feijoada.
Análise & Contexto
Gastronomia e Identidade: O Ritual da Feijoada
O buffet, assinado pelos chefs da rede, serviu como uma extensão da narrativa de brasilidade. Com nove tipos de carnes e guarnições clássicas como o bolinho de feijoada e o dadinho de tapioca, a experiência gastronômica reforça que o luxo, em solo fluminense, deve ser sempre acompanhado de sabor e história. Para fechar a tarde com chave de ouro, Clarisse Nogueira anunciou a turnê Infinito Samba, que celebrará os 20 anos de carreira de Diogo a partir de março, mantendo a chama do samba acesa muito além da quarta-feira de cinzas.
Takeaways:
- A Feijoada do Windsor consolidou-se como o maior evento de abertura do Carnaval na Barra da Tijuca.
- Diogo Nogueira utilizou o palco para celebrar a resistência cultural do Clube do Samba.
- O Clubinho do Samba atende mais de 1.500 jovens, promovendo educação através da arte.
- A Rede Windsor comemora 40 anos em 2026 com foco na valorização das raízes nacionais.
Fatos-chave:
- Local: Hotel Windsor Oceanico, Barra da Tijuca, RJ.
- Atração Principal: Diogo Nogueira.
- Musa do Evento: Quitéria Chagas.
- Projetos Apoiados: Clube do Samba e Clubinho do Samba.
- Participações Especiais: Vila Isabel e Cordão da Bola Preta.
- Menu: Feijoada completa com 9 tipos de carnes e open bar premium.



















