Cúpula do Brics 2025 no Rio: Lula lidera agenda global

Brasil assume protagonismo na reunião do Brics com foco em IA, clima, saúde e novo modelo econômico para o Sul Global
Cúpula do Brics 2025 no Rio: Lula lidera agenda global
Para garantir correção linguística e respeito às especificidades culturais, a Prefeitura consultou as embaixadas dos países envolvidos - Fabio Motta/Prefeitura do Rio
Por Vanessa Neves Vanessa Neves — Analista Política
Vanessa Neves
Vanessa Neves Analista Política
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Jornalista do Diário Carioca.

Rio de Janeiro, 5 de julho de 2025 – O Brasil lidera a Cúpula do Brics 2025, realizada entre os dias 4 e 7 de julho no Rio. A programação inclui encontros entre chefes de Estado, empresários e movimentos sociais, consolidando o protagonismo brasileiro nas decisões estratégicas do bloco.


De cúpula presidencial a fóruns civis: o Brics ocupa o Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro se transforma nesta semana na capital geopolítica do Sul Global com a Cúpula do Brics 2025. Entre os dias 4 e 7 de julho, o Brasil comanda a agenda de um dos eventos mais relevantes do ano para a política e a economia internacional.

Reunindo os 11 membros permanentes do bloco — Brasil, China, Índia, Rússia, África do Sul e outros — além de convidados como Bolívia, Cuba e Vietnã, a cúpula ocorre sete meses após o G20 e marca o auge da presidência brasileira no Brics.


Segurança reforçada e feriado no Rio

Com o evento centralizado em locais estratégicos como o Hotel Fairmont, o Píer Mauá e o Museu de Arte Moderna (MAM), o Governo Federal decretou Garantia da Lei e da Ordem (GLO), fechou o aeroporto Santos Dumont nos dias principais e a Prefeitura decretou feriado municipal no dia 7 de julho.

O Brasil organizou mais de 100 reuniões preparatórias para o encontro, mostrando preparo técnico e diplomático para assumir protagonismo global.


Eventos principais da Cúpula do Brics

Sábado (5/7)

Hotel Fairmont e Píer Mauá

  • Governadores do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB): debate sobre inovação e financiamento para o Sul Global.
  • Brics Business Fórum: com Lula e empresários, discute comércio, economia digital, segurança alimentar e transição energética.

Domingo (6/7)

Museu de Arte Moderna (MAM)

  • 1º dia da Cúpula: reunião de chefes de Estado com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
    Temas: saúde global, IA, clima e reforma da ONU.

Segunda (7/7)

Museu de Arte Moderna (MAM)

  • 2º dia da Cúpula: encerramento com declaração conjunta e anúncio de novos acordos multilaterais.
    Expectativa de avanços concretos em áreas como inteligência artificial e fortalecimento do NDB como alternativa ao FMI.

Conselho Popular amplia voz da sociedade civil

Nos dias 4 e 5, o Teatro Carlos Gomes, no centro do Rio, recebe o Conselho Popular do Brics, iniciativa surgida no Fórum Civil de 2024. Com representantes de movimentos sociais e especialistas, o espaço debate temas como saúde, ecologia, segurança e educação.

O resultado será um documento entregue aos chefes de Estado, com propostas da sociedade civil dos países-membros.


O Novo Banco de Desenvolvimento ganha relevância global

Presidido por Dilma Rousseff, o NDB aprovou mais de US$ 32,8 bilhões em financiamentos, dos quais US$ 5,2 bilhões foram destinados ao Brasil em projetos de infraestrutura, mobilidade urbana e energia limpa. O banco se consolida como alternativa real ao FMI, reforçando a soberania financeira do Sul Global.


O Diário Carioca Esclarece:

O que é o Brics?
O Brics é um bloco internacional que reúne economias emergentes com o objetivo de promover cooperação econômica, diplomática e estratégica entre os países do Sul Global.


FAQ – Perguntas Frequentes

Qual o objetivo da Cúpula do Brics 2025?
Discutir temas globais como clima, saúde, IA, economia e propor alternativas ao atual sistema financeiro internacional.

O que é o Conselho Popular do Brics?
É um fórum da sociedade civil que leva propostas sociais ao debate oficial do bloco, ampliando a participação cidadã nas decisões geopolíticas.

Como o NDB atua como alternativa ao FMI?
O NDB oferece financiamentos menos restritivos, focados em infraestrutura e desenvolvimento sustentável nos países-membros.

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