Washington – 22 de agosto de 2025. A frota naval dos Estados Unidos, enviada ao Caribe para pressionar o governo de Nicolás Maduro, recuou às pressas devido ao avanço do furacão Erin. A decisão, tomada pelo presidente Donald Trump, interrompeu temporariamente a operação militar contra cartéis de drogas.
Furacão força retirada
O grupo de ataque era composto pelo navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima (LHD-7) e pelos navios de transporte USS Fort Lauderdale (LPD-28) e USS San Antonio (LPD-17). Segundo o site USNI News, as embarcações retornaram na terça-feira (19) ao porto de Norfolk, na Virgínia, após alertas sobre a intensidade do furacão.
O Serviço Nacional de Meteorologia informou que Erin alcançou a categoria 5 no fim de semana, antes de ser rebaixado para categoria 2. Mesmo assim, mantinha potencial devastador para a Flórida, Carolina do Norte, Virgínia e Maryland.
Pressão militar em suspenso
A mobilização havia sido autorizada por Trump no início do mês. O objetivo oficial era intensificar o combate ao narcotráfico internacional, mas a movimentação ampliou especulações sobre uma ação militar contra a Venezuela.
Em julho, o Departamento do Tesouro incluiu o Cartel de los Soles na lista de organizações terroristas, oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de dirigentes chavistas.
Maduro responde à ofensiva
Em reação às ameaças, Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de paramilitares e acusou Washington de preparar uma intervenção direta. O gesto elevou o clima de confronto e reacendeu a disputa geopolítica no continente.
Tempestade sobre a geopolítica
A expectativa é de que os navios possam retomar o deslocamento no próximo domingo (24). Mas a retirada forçada pela tempestade evidencia uma contradição: a ofensiva de Trump contra Caracas foi contida não por negociações diplomáticas, e sim pela força da natureza.

