Bloco Forte

Brasil defende expansão nuclear em conferência anual dos BRICS

Em discurso, Celso Cunha (ABDAN) destaca papel estratégico do país, apoio aos SMRs e proposta de financiamento via Banco do BRICS; grupo fixa meta de 800 GW até 2025
Brasil participa de conferência nuclear dos BRICS
Brasil participa de conferência nuclear dos BRICS
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

A Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN) marcou presença na BRICS Nuclear Platform Annual Conference, realizada nesta sexta-feira (26), durante a World Atomic Week.

Representada por seu presidente, Celso Cunha, a entidade reforçou o papel estratégico do Brasil no diálogo multilateral sobre energia nuclear e ressaltou os avanços conquistados no primeiro ano da plataforma. 

Cunha destacou que a cooperação entre os países do grupo já resultou no fortalecimento da cadeia de suprimentos nacional e na ampliação de debates estratégicos, especialmente em torno das novas tecnologias, como os Reatores Modulares Pequenos (SMRs).

O presidente da ABDAN também defendeu a padronização da produção em consonância com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a busca de mecanismos de financiamento junto ao Banco de Desenvolvimento do BRICS. 

A participação brasileira na conferência contou ainda com o deputado Júlio Lopes, presidente da Frente Parlamentar Mista da Tecnologia e Atividades Nucleares, e Leandro Xingó, representante da ENBPar, sinalizando o compromisso do país em fortalecer os aspectos políticos, industriais e institucionais do setor. 

Os países do BRICS reafirmaram o compromisso de consolidar a energia nuclear como fonte limpa, segura e viável para a matriz energética global, estabelecendo como meta a produção de 800 GW por meio de novas usinas até 2025.

O evento também sublinhou o protagonismo da juventude no setor e o desenvolvimento de soluções de financiamento sustentáveis. 

“Esta plataforma oferece uma oportunidade única de alinhar capacidades técnicas, industriais e apoio governamental. O Brasil está preparado para seguir contribuindo de forma decisiva nesse processo”, afirmou Celso Cunha, ao reafirmar o compromisso da ABDAN com a cooperação internacional no setor nuclear.

Recomendadas