Confrontos em Turim
Na Itália, a cidade de Turim registrou protestos marcados por tensão neste sábado (27). Um ato não autorizado partiu da praça Crispi em direção ao aeroporto Sandro Pertini de Caselle, com o objetivo declarado de bloquear acessos e atingir a fábrica do grupo de defesa Leonardo, localizada nas proximidades.
A polícia bloqueou o avanço e houve confronto, com o uso de gás lacrimogéneo e hidrantes. Ao menos dez manifestantes ficaram feridos. Outro grupo de ativistas tentou acessar a pista pela região do cemitério de Caselle, mas acabou se limitando a uma ação simbólica perto do aeroporto.
Mobilização em Génova
Também na Itália, Génova registrou duas grandes mobilizações. À tarde, manifestantes bloquearam vias centrais, afetando o trânsito na estação marítima e na via di Francia. O ato contou com a presença do Coletivo Autónomo dos Trabalhadores Portuários (Calp), que reforçou palavras de ordem contra a guerra e contra a OTAN.
À noite, está prevista uma marcha com tochas por Gaza, organizada pelo movimento Music for Peace, com expectativa de grande adesão.
50 mil pessoas em Berlim
Na Alemanha, cerca de 50 mil pessoas marcharam em Berlim sob o lema “Unidos pela Libertação”, em um protesto considerado pacífico pelas autoridades. O ato contou com a presença de ONGs, ativistas, comunidade palestiniana e apoio do partido A Esquerda.
A concentração terminou na Coluna da Vitória, no parque Tiegel, com discursos e apresentações musicais. Os manifestantes pediram diretamente ao governo alemão a suspensão da cooperação militar com Israel e medidas imediatas por um cessar-fogo em Gaza.
No entanto, tensões foram registradas em uma manifestação secundária em Kreuzberg, onde houve detenções por resistência à polícia e uso de artefatos pirotécnicos.
Além da capital, milhares também se reuniram em Düsseldorf, em ato pacífico que percorreu o centro da cidade.
Pressão crescente sobre governos europeus
As mobilizações deste sábado, que reuniram dezenas de milhares de pessoas na Alemanha e na Itália, reforçam a pressão sobre governos europeus para reverem suas políticas em relação a Israel e aumentarem a cobrança por uma solução humanitária imediata para a guerra em Gaza.

