O governo de Israel anunciou nesta quinta-feira, 2 de outubro de 2025, que iniciará o processo de deportação dos ativistas da Flotilha Global Sumud, que foi interceptada ao tentar romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza. Entre os detidos que serão deportados estão a ativista climática sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, cuja prisão gerou forte condenação por parte do Itamaraty.
O Desfecho da Crise e a Deportação para a Europa
A medida de deportação coloca um desfecho imediato na crise humanitária e diplomática. A flotilha, que partiu de Barcelona em 31 de agosto com cerca de 45 embarcações e 500 voluntários de mais de 45 países, não conseguiu furar o bloqueio. Israel afirma que nenhum navio conseguiu ultrapassar a barreira naval, e um último ainda permanece distante da costa de Gaza.
Apesar da libertação iminente dos ativistas, o incidente agravou as relações diplomáticas. O Itamaraty condenou a ação militar de Israel, afirmando em nota oficial que ela “viola direitos” e responsabilizando o governo israelense pela segurança e integridade física dos brasileiros e demais detidos.
A Manutenção do Bloqueio e a Pressão Internacional
A decisão de Israel de interceptar a flotilha e, posteriormente, deportar os ativistas, reforça sua política de manter o bloqueio a Gaza e controlar de forma absoluta o fluxo de ajuda humanitária. A ação militar de Israel provocou protestos internacionais generalizados e críticas de diversos governos europeus e organismos internacionais.
A deportação não encerra o debate sobre a legalidade da interceptação em águas internacionais, nem o pedido do Brasil e da comunidade internacional pelo levantamento imediato e incondicional das restrições israelenses à entrada e distribuição de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, conforme exigido pelo direito humanitário internacional. O retorno dos ativistas deportados, incluindo os brasileiros, deverá reavivar a pressão política e o ativismo contra o bloqueio.
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