Genocidas Denunciados

Brasil lidera denúncia à ONU contra Israel por sequestro da flotilha humanitária

Governo brasileiro lidera ação diplomática em Genebra e denuncia violação do direito internacional por parte de Israel.
Ativistas a bordo do barco Alma, um dos que compõem a flotilha para Gaza. Foto: reprodução
Ativistas a bordo do barco Alma, um dos que compõem a flotilha para Gaza. Foto: reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Brasil lidera denúncia na ONU contra Israel por ataque à flotilha humanitária

O Brasil liderou uma denúncia na ONU contra Israel pela interceptação ilegal da Flotilha Global Sumud em águas internacionais. A ação diplomática teve apoio de 70 países e defendeu o fim imediato das restrições israelenses à ajuda humanitária em Gaza.

O Brasil apresentou nesta sexta-feira (3) uma denúncia formal contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em resposta à interceptação da Flotilha Global Sumud, missão que transportava alimentos e medicamentos à Faixa de Gaza.

A operação militar foi conduzida em águas internacionais pela Marinha israelense, sob ordem do premiê Benjamin Netanyahu.

Na manifestação oficial, o embaixador brasileiro Tovar da Silva Nunes declarou que o Brasil “expressa profunda preocupação com a interceptação, pelas forças israelenses, de embarcações pertencentes à Flotilha Global Sumud – um comboio pacífico que transportava a mais necessária ajuda humanitária para Gaza”.


Apoio internacional à denúncia

A iniciativa brasileira recebeu apoio imediato de quase 70 países, incluindo África do Sul, Chile, China, Eslovênia, Espanha, Colômbia e cerca de 50 nações de maioria muçulmana. O Itamaraty articulou a ação diplomática com base em princípios do direito humanitário internacional e na defesa da liberdade de navegação em alto-mar.

“Lamentamos esta ação militar, que viola direitos fundamentais e coloca em risco a integridade física de ativistas humanitários. Israel tem total responsabilidade pela segurança e bem-estar dos detidos”, afirmou Tovar Nunes em Genebra.

Segundo os organizadores, a última embarcação da flotilha, chamada Marinette, foi interceptada às 10h29 (horário local), a 42,5 milhas náuticas de Gaza. Ativistas relataram que todas as 42 embarcações foram abordadas, mesmo carregando apenas suprimentos médicos, alimentos e voluntários.


Brasileiros a bordo e violações denunciadas

Entre os passageiros estavam 14 brasileiros, incluindo:

  • Luizianne Lins (PT-CE) – deputada federal
  • Mariana Conti (PSOL-SP) – vereadora de Campinas
  • Thiago Ávila – ativista social
  • Lisiane Proença, Magno Costa e Gabriele Tolotti – presidenta estadual do PSOL no Rio Grande do Sul

Os brasileiros integravam o comboio de mais de 400 ativistas de 47 países, que buscava furar o bloqueio israelense a Gaza, considerado ilegal pela ONU e por diversas entidades de direitos humanos.


Posição brasileira na ONU

O Brasil reiterou no plenário que Israel deve levantar imediata e incondicionalmente as restrições impostas à entrada de ajuda humanitária em Gaza, conforme prevê a Quarta Convenção de Genebra.

“Reiteramos nosso apelo pelo levantamento imediato e incondicional de todas as restrições impostas por Israel à entrada e distribuição de assistência humanitária em Gaza, em conformidade com suas obrigações como potência ocupante”, disse o embaixador.

O Itamaraty destacou ainda que a reconstrução de Gaza dependerá da cooperação internacional, ressaltando que solidariedade e apoio técnico serão indispensáveis quando houver cessar-fogo duradouro.

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