PALESTINA LIVRE

Líderes mundiais isolam Israel e Hamas e assinam acordo de cessar-fogo em Gaza

“Conseguimos fazer o impossível”, diz Trump

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
JR Vital - Diário Carioca
Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
- Editor e analista geopolítico
Donald Trump e líderes do Egito, Turquia e Catar assinam acordo de cessar-fogo em Gaza. Israel e Hamas não participaram da cúpula, mas o pacto marca o fim da guerra e início da reconstrução do território palestino.

Líderes de diversos países do mundo assinaram nesta segunda-feira (13), no Egito, um acordo para oficializar o cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza.

Os dois lados diretamente envolvidos no conflito — Israel e o grupo terrorista Hamas — não estiveram presentes.

A assinatura ocorreu durante uma cúpula de paz realizada na cidade egípcia de Sharm El-Sheik, com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e dos líderes do Egito (Abdul Fatah al-Sisi), da Turquia (Recep Tayyip Erdogan) e do Catar (Tamim bin Hamad Al Thani) — países que atuaram como mediadores do acordo.

“Juntos, conseguimos fazer o que todos disseram que era impossível. As pessoas não acreditariam que conseguiríamos a paz no Oriente Médio. Agora, a reconstrução de Gaza começa”, declarou Trump após a assinatura.

A cerimônia aconteceu poucas horas depois de o Hamas libertar os últimos 20 reféns israelenses vivos em Gaza, em cumprimento à primeira fase do acordo firmado na semana anterior.

Segundo os mediadores, mais de 20 líderes mundiais participaram da cúpula, incluindo o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, o presidente da França, Emmanuel Macron, a premiê italiana Giorgia Meloni, e o premiê britânico Keir Starmer.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi convidado, mas recusou o convite, alegando que o evento coincidiu com um feriado judaico.


Próximas etapas do plano de paz

O acordo de cessar-fogo integra um plano mais amplo de reconstrução e estabilização da Faixa de Gaza, proposto pela Casa Branca e mediado por Egito, Turquia e Catar.

A iniciativa prevê a criação de um conselho internacional supervisor, que deve coordenar a transição administrativa e humanitária no território palestino — embora detalhes ainda não tenham sido divulgados.

A proposta também inclui:

  • Retirada gradual das tropas israelenses de Gaza.
  • Fim dos bombardeios e cessação das operações militares.
  • Libertação de prisioneiros palestinos em troca da devolução dos corpos dos reféns israelenses mortos.

Israel confirmou que cerca de 2 mil prisioneiros palestinos serão libertados, incluindo 250 condenados à prisão perpétua.
Os libertados foram entregues à Cruz Vermelha e encaminhados para Gaza, Cisjordânia e outros países árabes.


O discurso de Trump

Horas antes, Donald Trump havia feito um discurso histórico no Parlamento israelense, em Jerusalém, no qual declarou o “fim da era de terror no Oriente Médio”.
O presidente americano foi ovacionado pelos presentes e disse que o cessar-fogo é “um triunfo para Israel e para o mundo”.

“Este é um dia histórico para o Oriente Médio e um triunfo incrível para Israel e para o mundo. Contra todas as probabilidades, fizemos o impossível e trouxemos nossos reféns de volta para casa”, afirmou Trump.

Netanyahu, em um discurso anterior, afirmou que o país “entra agora em tempos de paz” e agradeceu aos mediadores internacionais pela atuação diplomática.


Desafios ainda em aberto

Apesar do avanço diplomático, detalhes críticos do plano ainda permanecem indefinidos, como o desarmamento completo do Hamas e o modelo de governança civil de Gaza no pós-guerra.
O grupo palestino já afirmou que não aceitará tutela estrangeira e que não concorda em entregar suas armas.

A Turquia anunciou que irá formar uma força-tarefa internacional para ajudar na localização e entrega dos corpos de reféns israelenses ainda desaparecidos.

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Editor e analista geopolítico
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.