Genocídio Continuo

Greta Thunberg acusa Israel de violar cessar-fogo em Gaza

Ativista afirma que a guerra é fruto de "exploração e colonialismo" durante manifestação pró-Palestina em Roma, exigindo o fim da cumplicidade militar e financeira
Em Roma, Greta Thunberg acusa Israel de violar cessar-fogo em Gaza e classifica guerra como fruto de "colonialismo", exigindo fim da cumplicidade militar.
Em Roma, Greta Thunberg acusa Israel de violar cessar-fogo em Gaza e classifica guerra como fruto de "colonialismo", exigindo fim da cumplicidade militar.
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

A ativista sueca Greta Thunberg acusou Israel de violar repetidamente o cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza. Thunberg fez as declarações durante uma manifestação pró-Palestina realizada em Roma, na Itália, neste sábado (29). Ela afirmou a jornalistas ao sair da Universidade Roma Tre que “os palestinos ainda estão sob ataque” e que “o cessar-fogo vem sendo constantemente violado”.

O posicionamento da ativista transcende a questão humanitária, alegando que a guerra é fruto do “fracasso de um sistema baseado na exploração e no colonialismo”. Além disso, Thunberg afirmou que “está em curso um genocídio” em Gaza e exigiu que a comunidade internacional freie a transferência de armas e interrompa qualquer cumplicidade financeira e militar.

O evento com a presença de Thunberg denominou-seMovimento Global para Gaza” e foi organizado por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. A ativista, que já foi presa e deportada duas vezes pelas autoridades israelenses ao tentar chegar a Gaza em flotilhas humanitárias, reforça a narrativa da sociedade civil sobre as consequências devastadoras do conflito.

Números da Tragédia e o Apelo à Ação Global

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, enclave governado pelo Hamas, 70.100 palestinos perderam a vida em pouco mais de dois anos de conflito. Destes, pelo menos 354 foram mortos desde o início da atual trégua, em 10 de outubro. O discurso de Thunberg representa uma extensão da crítica progressista: ligar a crise ambiental e de direitos humanos à estrutura histórica de dominação. A exigência de frear a cumplicidade militar e financeira posiciona a ativista firmemente contra o apoio ocidental a Israel. A urgência da situação demanda uma resposta cívica e política que priorize o fim imediato da violência e a garantia dos direitos do povo palestiniano.

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