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Trump discute retirada de sanções com Lula e deixa bolsonaristas foragidos na mira

Presidentes alinham tarifas, segurança e sanções em conversa produtiva
Lula e Trump conversam sobre tarifas e combate ao crime em telefonema
Lula e Trump conversam sobre tarifas e combate ao crime em telefonema - Foto: Ricardo Stuckert
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

A embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta quarta-feira (3) a mensagem do ex-presidente Donald Trump sobre sua conversa “muito produtiva” com Luiz Inácio Lula da Silva durante a ONU.

No comunicado, Trump destacou os temas abordados: tarifas, segurança, cooperação contra o crime organizado e sanções aplicadas a autoridades brasileiras.

O presidente americano afirmou que o encontro abriu espaço para negociações diretas e expressou expectativa de avanços rápidos, mencionando “muitas coisas boas” a partir dessa reaproximação.

Sanções e Lei Magnitsky

Um ponto central das negociações é a possível retirada das sanções a ministros do STF, atualmente aplicadas sob a Lei Magnitsky. O tema já integra a mesa de trabalho entre Washington e Brasília, e não é tratado como distante.

A aplicação da lei aos magistrados brasileiros é considerada absurda por especialistas, resultado da pressão de radicais do MAGA, como Marco Rubio, instigados pela dupla formada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

Reação bolsonarista

A reação dos dois ao comunicado americano demonstra desespero. Eduardo Bolsonaro escreveu no X que “recebemos com otimismo a notícia da conversa” e que “um diálogo franco entre os dois países pode abrir caminhos importantes, desde que guiados por princípios claros”.

Paulo Figueiredo declarou: “Total confiança na capacidade de negociação do presidente Trump!”, sem gravar seu programa de forma pública.

Negociações comerciais

Lula recebeu positivamente a retirada das tarifas sobre parte dos produtos agrícolas, em vigor desde 20 de novembro. A liberação abrange carne bovina fresca, resfriada ou congelada, cacau, café, frutas, vegetais, nozes e fertilizantes. Outros setores seguem com alíquota de 40%, parcialmente reduzida.

Próximos passos

O próximo movimento da diplomacia brasileira deve incluir a tentativa de responsabilização dos bolsonaristas que estão foragidos nos Estados Unidos. Segundo fontes, esse desfecho está próximo.

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