A embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta quarta-feira (3) a mensagem do ex-presidente Donald Trump sobre sua conversa “muito produtiva” com Luiz Inácio Lula da Silva durante a ONU.
No comunicado, Trump destacou os temas abordados: tarifas, segurança, cooperação contra o crime organizado e sanções aplicadas a autoridades brasileiras.
O presidente americano afirmou que o encontro abriu espaço para negociações diretas e expressou expectativa de avanços rápidos, mencionando “muitas coisas boas” a partir dessa reaproximação.
Sanções e Lei Magnitsky
Um ponto central das negociações é a possível retirada das sanções a ministros do STF, atualmente aplicadas sob a Lei Magnitsky. O tema já integra a mesa de trabalho entre Washington e Brasília, e não é tratado como distante.
A aplicação da lei aos magistrados brasileiros é considerada absurda por especialistas, resultado da pressão de radicais do MAGA, como Marco Rubio, instigados pela dupla formada por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
Reação bolsonarista
A reação dos dois ao comunicado americano demonstra desespero. Eduardo Bolsonaro escreveu no X que “recebemos com otimismo a notícia da conversa” e que “um diálogo franco entre os dois países pode abrir caminhos importantes, desde que guiados por princípios claros”.
Já Paulo Figueiredo declarou: “Total confiança na capacidade de negociação do presidente Trump!”, sem gravar seu programa de forma pública.
Negociações comerciais
Lula recebeu positivamente a retirada das tarifas sobre parte dos produtos agrícolas, em vigor desde 20 de novembro. A liberação abrange carne bovina fresca, resfriada ou congelada, cacau, café, frutas, vegetais, nozes e fertilizantes. Outros setores seguem com alíquota de 40%, parcialmente reduzida.
Próximos passos
O próximo movimento da diplomacia brasileira deve incluir a tentativa de responsabilização dos bolsonaristas que estão foragidos nos Estados Unidos. Segundo fontes, esse desfecho está próximo.

