Violência à Direita

Vereador do PSOL é atacado por extrema-direita e assessor armado em Guarulhos

Sessão na Câmara Municipal virou palco de agressões físicas e ameaças, revelando avanço da violência política no Brasil.
O vereador Edmilson Souza (PSOL), da cidade de Guarulhos, em São Paulo – Reprodução
O vereador Edmilson Souza (PSOL), da cidade de Guarulhos, em São Paulo – Reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

São Paulo, 17 de junho de 2025 — A escalada da violência política no Brasil ganhou mais um capítulo alarmante nesta terça-feira. Durante uma sessão na Câmara Municipal de Guarulhos, o vereador Edmilson Souza, do PSOL, foi brutalmente atacado por dois parlamentares da extrema-direita e por um assessor que portava uma arma de fogo. O homem armado é ligado ao vereador Delegado Mesquita, do PSC.

O episódio gerou indignação imediata e levantou um forte alerta sobre a radicalização da extrema-direita no país. A cena, presenciada ao vivo, chocou não apenas os presentes, mas também reverberou fortemente nas redes sociais e nos meios políticos.

Extremismo à flor da pele

O vereador Edmilson Souza relatou que o ataque começou no momento em que defendia projetos sociais e pautas populares. Segundo ele, os dois parlamentares da extrema-direita se organizaram para interromper sua fala com insultos, ameaças e, na sequência, partiram para agressões físicas.

O que agravou ainda mais a situação foi a entrada de um assessor, armado, no plenário da Câmara — uma afronta direta às regras do próprio Legislativo e um risco evidente à segurança de todos os presentes.

O modus operandi da extrema-direita

“Invadir o plenário com uma arma é a materialização da política do medo, do ódio e da tentativa de silenciar quem luta pelo povo”, afirmou Edmilson Souza, que reforçou que episódios como esse não vão calar sua voz nem frear sua atuação parlamentar.

A tentativa de intimidação, segundo ele, faz parte de um modus operandi da extrema-direita brasileira, que avança na lógica de transformar divergências políticas em episódios de violência explícita.

Crescimento da violência política no Brasil

O caso de Guarulhos não é isolado. O avanço de parlamentares armados e de discursos que flertam abertamente com o autoritarismo acende um sinal de alerta sobre a deterioração da convivência democrática no país.

O Diário Carioca reforça que esse não é um episódio isolado, mas parte de uma crescente onde armas, ameaças e violência são utilizados como instrumentos para tentar silenciar representantes das minorias, movimentos populares e partidos de esquerda.

Solidariedade e resistência

O vereador garantiu que vai acionar judicialmente os envolvidos e buscar responsabilização criminal, tanto dos parlamentares que participaram das agressões quanto do assessor que, ilegalmente, portava uma arma dentro de um espaço público.

“Não vamos recuar, não vamos nos calar. Nossa luta é pela vida, pela democracia e pelos direitos do povo. Nossa resistência será sempre maior que o medo”, declarou o parlamentar, que recebeu ampla solidariedade de movimentos sociais e de partidos progressistas de todo o país.


O Carioca Esclarece

Portar armas dentro de plenários legislativos municipais, estaduais ou federais é ilegal no Brasil e fere diretamente normas internas de segurança das Casas Legislativas, além de configurar possível crime de ameaça e porte ilegal, dependendo da situação.

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