Brasília (DF), 29 de julho de 2025 — Jair Bolsonaro reagiu com críticas à prisão da deputada Carla Zambelli (PL-SP) em Roma, nesta terça-feira, após ser informado do caso por aliados durante uma motociata. Segundo relatos, o ex-presidente classificou a detenção como “perseguição” e determinou que o partido acompanhe os desdobramentos.
Bolsonaro reage à prisão durante ato político
Jair Bolsonaro foi informado da prisão de Carla Zambelli logo após participar de um ato com motociclistas em Brasília (DF). O aviso foi dado por Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados, que o acompanhava no evento.
De acordo com Cavalcante, o advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, afirmou que a parlamentar se entregou espontaneamente às autoridades italianas e solicitou asilo político. Bolsonaro, então, teria pedido que o PL acompanhasse o caso de perto.
Ainda segundo Cavalcante, Bolsonaro reagiu de forma crítica: “É muita perseguição e maldade com ela. Foi a frase dele”, declarou o deputado ao portal Metrópoles.
Leia mais sobre política em: www.diariocarioca.com/politica
Contradições entre defesa e versão oficial
A narrativa apresentada pela defesa de Zambelli diverge da versão confirmada oficialmente por autoridades brasileiras e italianas. Segundo nota do Ministério da Justiça, a parlamentar foi presa em Roma por estar foragida desde junho de 2025, após condenação a 10 anos de prisão por crimes cibernéticos envolvendo a invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A nota destaca que a prisão ocorreu graças à cooperação entre a Polícia Federal, a Interpol e forças de segurança italianas. “A brasileira foi presa na tarde desta terça-feira (29/7), em Roma, e será submetida ao processo de extradição, conforme a legislação italiana e os acordos internacionais em vigor”, informou a pasta.
Autoridades envolvidas no caso Zambelli
A operação e os desdobramentos envolvem os seguintes órgãos e autoridades:
- Ministério da Justiça
- Polícia Federal
- Interpol
- Embaixada do Brasil na Itália
- Tribunal Regional Federal da 1ª Região
- Defesa de Carla Zambelli, representada por Fábio Pagnozzi
Entenda as críticas de Jair Bolsonaro sobre a prisão de Carla Zambelli
Por que Bolsonaro chamou a prisão de “perseguição”?
O ex-presidente considera que a detenção é motivada por razões políticas. A fala foi relatada por Sóstenes Cavalcante, aliado de Zambelli e líder do PL na Câmara.
O que diz a defesa de Zambelli?
Segundo o advogado Fábio Pagnozzi, a parlamentar se entregou voluntariamente e pediu asilo político na Itália, o que contraria a narrativa oficial de que ela estava foragida.
Qual é a versão do governo brasileiro?
O Ministério da Justiça afirmou que a prisão ocorreu com base em cooperação internacional e que Zambelli era considerada foragida desde junho, após condenação judicial.
Zambelli será extraditada?
Sim. A pasta informou que ela passará por um processo de extradição, seguindo as leis italianas e os acordos internacionais assinados com o Brasil.
Há provas da tentativa de asilo político?
Até o momento, não foram apresentados documentos que confirmem o pedido formal de asilo junto às autoridades italianas.
Reação de Bolsonaro reforça discurso de perseguição
A reação pública de Jair Bolsonaro à prisão de Carla Zambelli reforça o discurso recorrente do ex-presidente sobre supostas perseguições políticas a aliados. A tentativa da defesa de transformar o caso em uma questão de asilo internacional contrasta com a atuação articulada entre autoridades brasileiras e europeias para efetuar a prisão. O caso promete tensões diplomáticas e deve reacender o debate sobre uso político da Justiça e os limites da imunidade parlamentar no exterior.

