Brasília, 7 de agosto de 2025 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a internação urgente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante sua prisão domiciliar, desde que o STF seja informado em até 24 horas. A medida foi tomada após pedido da defesa, que alegou agravamento no estado de saúde do político.
Médicos poderão visitar Bolsonaro sem aviso prévio
O despacho autoriza que profissionais indicados pela defesa façam acompanhamento médico regular sem necessidade de notificação prévia, contanto que todas as medidas cautelares vigentes sejam cumpridas. O magistrado destacou que a comunicação só será dispensada se não houver urgência.
“Havendo necessidade de internação urgente, o juízo deve ser informado em até 24 horas, com comprovação médica”, escreveu Alexandre de Moraes na decisão.
A defesa justificou o pedido mencionando uma piora no quadro de soluço que Bolsonaro já enfrentava. Segundo informações do site Metrópoles, a situação gerou preocupação imediata na equipe jurídica, que solicitou respaldo médico formal ao STF.
Equipe médica de confiança está autorizada
Entre os profissionais já liberados para prestar assistência domiciliar estão médicos próximos da família Bolsonaro. A lista inclui:
- Cláudio Birolini, que operou o ex-presidente recentemente;
- Luciana de Almeida Costa Tokarski;
- Eramos Tokarski;
- Leandro Santini Echenique.
Todos têm histórico de atendimento direto ao ex-mandatário.
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Entenda o caso
Por que Bolsonaro pode ser internado mesmo em prisão domiciliar?
Por decisão do STF, desde que haja justificativa médica urgente, com comunicação formal em até 24 horas.
O que motivou o pedido da defesa?
Segundo relatos, Bolsonaro apresentou agravamento de sintomas persistentes, incluindo crise de soluço.
Quem são os médicos autorizados?
São profissionais com vínculo prévio com Bolsonaro, incluindo seu cirurgião de confiança.
A internação anula a tornozeleira ou restrições?
Não. As medidas cautelares permanecem válidas, mesmo durante a hospitalização.
A decisão tem validade ampla ou restrita?
É específica para o caso de Jair Bolsonaro, mas segue precedente para outros réus em prisão domiciliar com condições médicas comprovadas.

