Boa Vista – 8 de agosto de 2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exigiu a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), acusando-o de articular nos Estados Unidos sanções contra produtos brasileiros. Segundo Lula, o parlamentar age em parceria com o presidente norte-americano Donald Trump para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a encerrar investigações contra Jair Bolsonaro (PL).
Operação externa para blindar Bolsonaro
Em discurso oficial em Roraima, Lula afirmou que Eduardo Bolsonaro passou meses em Washington buscando apoio político e econômico de aliados de Trump. A meta, segundo o presidente, é usar restrições comerciais como arma de chantagem contra decisões do STF.
Lula lembrou o período em que esteve preso, entre 2018 e 2019, quando sua família não buscou interferência estrangeira para alterar o curso judicial. “Filho meu não chorou pelos cantos”, declarou, em referência à independência que diz ter mantido diante das condenações – posteriormente anuladas por incompetência territorial da Justiça Federal de Curitiba.
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STF investiga tentativa de golpe
O STF conduz inquéritos contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e articulações com Trump para influenciar o Judiciário brasileiro. Entre as provas reunidas, estão relatos do ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid, que firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal.
As informações entregues por Cid incluem registros de reuniões, comunicações e documentos que reforçam a acusação de um plano para reverter o resultado das eleições de 2022. As investigações apontam que a ofensiva política e diplomática buscava enfraquecer a democracia e desestabilizar o país.
Lula acusa ex-presidente de fuga política
O presidente também atacou a ausência de Bolsonaro na cerimônia de posse de 2023, chamando o gesto de “fuga política” e “falta de coragem para responder pelo que fez”. Para Lula, o comportamento do ex-presidente e de seus aliados configura traição ao país.
“Quem tenta manipular o exterior para sabotar decisões do STF não está defendendo o Brasil – está vendendo a pátria”, afirmou.

