Pedindo para ser preso

Malafaia volta atacar Moraes após virar alvo de inquérito do STF

Ministro Alexandre de Moraes incluiu pastor bolsonarista em investigação que apura coação e obstrução de justiça
Silas Malafaia é incluído por Alexandre de Moraes em inquérito da PF sobre tentativa de golpe, junto a Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, por crimes de coação, obstrução e ameaça ao Estado Democrático.
Foto: ABr
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou a ser investigado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF).

A apuração mira também o ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo, neto do ditador João Figueiredo, por ações contra autoridades e tentativa de articular sanções internacionais contra o Brasil.

Pastor reage com ataques e discurso de perseguição

Em vídeo publicado na rede X, Malafaia chamou Moraes de “ditador de toga” e acusou o magistrado de “instituir o crime de opinião” no país. “Eu não vou me calar porque eu não tenho medo de vocês, muito pelo contrário”, afirmou.

O líder religioso alegou que o STF tenta “calar opositores” e classificou como “farsa” o inquérito que tramita há quatro anos. Segundo ele, a PF estaria promovendo “perseguição política” contra seu nome. Em tom exaltado, acusou parte da imprensa de “encobrir crimes” atribuídos a Moraes e prometeu “botar para quebrar”.

Acusações formais e contexto judicial

De acordo com decisão de Moraes, os quatro investigados teriam atuado para atrapalhar o andamento da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, processo no qual Bolsonaro já é réu e cuja fase final se aproxima. Malafaia, Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo passam a responder por coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Ato de agosto e prisão de Bolsonaro

O pastor organizou o ato de 3 de agosto em apoio a Bolsonaro, que levou à decretação de prisão domiciliar do ex-presidente no dia seguinte. A medida foi imposta após descumprimento de cautelares judiciais. Durante o evento, Bolsonaro apareceu em vídeo transmitido nas redes sociais com mensagem direta aos apoiadores.

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