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Flávio Bolsonaro ameaça eleições de 2026 com pressão dos EUA

Senador insinua que sem Jair Bolsonaro na disputa, resultado pode não ser reconhecido por Washington.
Foto: Reprodução TV Globo
Foto: Reprodução TV Globo
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que o Brasil corre o risco de não ter suas eleições de 2026 reconhecidas pelos Estados Unidos caso o ex-presidente Jair Bolsonaro não participe da disputa. O pronunciamento ocorreu durante a entrega de viaturas à Polícia Militar do Rio de Janeiro, ao lado do governador Cláudio Castro (PL).

Bolsonaro como condição de legitimidade

“Se as eleições de 2026 ocorrerem sem o presidente Bolsonaro temos, sim, o previsível e trágico destino das eleições daqui não serem sequer reconhecidas nem pelos Estados Unidos”, afirmou o senador. Para ele, a ausência do pai tornaria o processo eleitoral ilegítimo.

Flávio também disse “crer em Deus” para que Bolsonaro retorne “aos braços do povo” e volte como candidato ao Planalto.

Ataques ao STF e defesa de anistia

O discurso incluiu críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado por Flávio de perseguir Bolsonaro e de cometer crime de responsabilidade ao incluir o pastor Silas Malafaia no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado.

O senador defendeu ainda o impeachment de Moraes e a aprovação de uma anistia ampla, geral e irrestrita, proposta que busca blindar aliados do ex-presidente investigados por ataques à democracia.

Declarações em meio a julgamento histórico

As falas de Flávio ocorreram no mesmo dia em que o ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, marcou para 2 de setembro a abertura do julgamento da ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado. O processo tem Jair Bolsonaro como réu central.

O senador concluiu dizendo acreditar que o ex-presidente voltará a disputar a presidência em 2026, reafirmando o tom de ameaça à legitimidade do processo democrático caso isso não aconteça.

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