Pois é

Médico diz que prisão domiciliar faz mal para saúde de Bolsonaro

Ex-presidente realizou exames em Brasília sob monitoramento da Seape-DF e aguarda julgamento no STF por tentativa de golpe
Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução
Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou neste sábado por uma bateria de exames no Hospital DF Star, em meio ao cumprimento da prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O médico Claudio Birolini, responsável pelo acompanhamento clínico, afirmou que a medida restritiva impacta negativamente a saúde do ex-mandatário, que permanece sob vigilância judicial.

Médico admite efeitos da prisão

“O fato de estar em casa prejudica a atividade física. Ele está submetido a uma pressão constante, gosta de se comunicar, estar perto de gente, e está privado de tudo isso em função da prisão domiciliar. Obviamente isso influencia negativamente em todos os aspectos”, declarou Birolini.

Bolsonaro chegou ao hospital às 9h e saiu pouco antes das 14h, portando tornozeleira eletrônica. O deslocamento foi monitorado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), responsável pela execução das medidas cautelares impostas pelo STF.

Mais em Política

Exames apontam complicações persistentes

O boletim médico informou imagens residuais de duas infecções pulmonares recentes, associadas a episódios de broncoaspiração. Também foram detectadas esofagite e gastrite persistentes, que exigem tratamento contínuo. Entre os exames realizados estiveram endoscopia, tomografia, ultrassonografia e ecocardiograma.

Apesar das complicações, Bolsonaro seguirá o tratamento em casa, mantendo o uso de medicamentos. Por ordem do STF, deve apresentar em até 48 horas o atestado hospitalar referente ao procedimento.

Mais em Esportes

Às vésperas de julgamento decisivo

O contexto clínico ocorre dias antes da abertura de uma nova etapa judicial. O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, agendou para setembro o julgamento de Bolsonaro e outros sete réus do chamado “núcleo 1” da tentativa de golpe de Estado investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

As sessões ocorrerão nos dias 2, 3, 9, 10 e 12, em turnos matutinos e vespertinos. Embora a prisão domiciliar atual esteja vinculada a outro inquérito – que apura suposta coação contra a Justiça brasileira nos Estados Unidos e ataque à soberania nacional – o julgamento de setembro será um marco na trajetória judicial do ex-presidente.

Mais em Economia

Saúde e processo se cruzam

A defesa de Bolsonaro deve contestar os indícios reunidos pela PGR, enquanto a Corte analisa provas e depoimentos que apontam seu papel no planejamento da tentativa de ruptura institucional. Paralelamente, relatórios médicos periódicos são anexados ao processo, reforçando o monitoramento de sua condição de saúde.

Complicações gastrointestinais e pulmonares não são novidade para o ex-presidente. Desde a facada sofrida em 2018, durante a campanha eleitoral, Bolsonaro passou por diversas cirurgias e internações. Os exames atuais confirmam a necessidade de acompanhamento constante e uso prolongado de medicamentos.

Mais em Rio de Janeiro

Recomendadas