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Malafaia ‘desiste de justiça divina’ e envia vídeos aos EUA acusando Moraes de perseguição religiosa

Pastor bolsonarista denuncia ao governo americano ações do ministro do STF após operação da PF
Silas Malafaia - Foto: Lula Marques
Silas Malafaia - Foto: Lula Marques
Por Evaristo De Paula
Evaristo De Paula Colaborador
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O pastor e empresário Silas Malafaia gravou e enviou às autoridades dos Estados Unidos quatro vídeos dublados em inglês, nos quais acusa o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de promover perseguição religiosa.

A ação ocorre após uma operação da Polícia Federal, autorizada por Moraes, que incluiu:

  • Apreensão do celular de Malafaia
  • Quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico
  • Cancelamento de passaportes
  • Proibição de contato com Jair Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

No despacho, Moraes apontou fortes indícios de participação do pastor em tentativas de obstruir investigações envolvendo Jair Bolsonaro e aliados, inclusive por meio de articulação com autoridades norte-americanas.


Denúncias e defesa do pastor

Malafaia afirmou que a operação representa ataque direto à fé e ao exercício de sua atividade religiosa.

O pastor ainda acusou Moraes de permitir o vazamento de conversas privadas com Jair e Eduardo Bolsonaro, considerando a divulgação como crime que exigirá responsabilização.

Os vídeos enviados aos EUA têm o objetivo, segundo Malafaia, de mostrar a perseguição que líderes religiosos estão sofrendo no Brasil.


Ligação com tentativas de influência política

Segundo a PF, Malafaia atuou como orientador e auxiliar da família Bolsonaro, elaborando estratégias para pressionar o Congresso e o STF a conceder anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

As ações teriam como objetivo interferir no julgamento em que Jair Bolsonaro é acusado de liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado.


Divulgação dos vídeos

As gravações produzidas por Malafaia devem ser publicadas em suas redes sociais nesta segunda-feira (25). O conteúdo, segundo ele, traz a versão de líderes religiosos sobre suposta perseguição judicial no Brasil.

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