Então está bem?

Valdemar sobre saúde de Bolsonaro: ‘Se estivesse livre, sarava na hora’

Presidente do PL expõe desespero da sigla, sem alternativas políticas além do ex-presidente preso e do apoio incerto de Donald Trump.
Valdemar e Bolsonaro - Foto: Reprodução
Valdemar e Bolsonaro - Foto: Reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, protagonizou mais um vexame ao ser questionado sobre as condições de Jair Bolsonaro para disputar nova campanha. De forma atrapalhada, respondeu:

“Se Bolsonaro estivesse livre, ele sararia na hora e faria campanha”. O tropeço verbal reforçou a imagem de um partido perdido, dependente do carisma do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde o início de agosto.


O vexame em público

Pressionado por uma jornalista sobre como Bolsonaro enfrentaria uma campanha em meio a problemas de saúde e prisão, Valdemar não conseguiu articular resposta convincente. A cena ocorre justamente na semana em que o STF julga Bolsonaro pelo caso da tentativa de golpe de Estado, aumentando o clima de tensão no PL.


Trump como “única saída”

Em outro momento, Valdemar apelou ao delírio geopolítico: disse que Donald Trump seria a única saída para Bolsonaro. Para justificar, repetiu o discurso de “perseguição constante” e chamou o processo no STF de “guerra”.

A fala expõe o vazio estratégico do PL, maior bancada do Congresso, que não apresenta novos nomes ou alternativas políticas para além do ex-presidente.


Dependência e vitimização

Valdemar ainda admitiu que Eduardo Bolsonaro atua fora da estrutura do partido, mas que “ajuda” na defesa do pai. E voltou sua artilharia contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando o Judiciário de não deixar “para quem recorrer” — um discurso de vitimização que ignora a gravidade dos crimes imputados a Bolsonaro.

Ao dizer que “Trump é a única saída que temos”, o líder do PL deixou evidente a falta de horizonte político da sigla, cada vez mais refém do bolsonarismo e incapaz de renovar seu projeto.


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