O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, protagonizou mais um vexame ao ser questionado sobre as condições de Jair Bolsonaro para disputar nova campanha. De forma atrapalhada, respondeu:
“Se Bolsonaro estivesse livre, ele sararia na hora e faria campanha”. O tropeço verbal reforçou a imagem de um partido perdido, dependente do carisma do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar em Brasília desde o início de agosto.
O vexame em público
Pressionado por uma jornalista sobre como Bolsonaro enfrentaria uma campanha em meio a problemas de saúde e prisão, Valdemar não conseguiu articular resposta convincente. A cena ocorre justamente na semana em que o STF julga Bolsonaro pelo caso da tentativa de golpe de Estado, aumentando o clima de tensão no PL.
Trump como “única saída”
Em outro momento, Valdemar apelou ao delírio geopolítico: disse que Donald Trump seria a única saída para Bolsonaro. Para justificar, repetiu o discurso de “perseguição constante” e chamou o processo no STF de “guerra”.
A fala expõe o vazio estratégico do PL, maior bancada do Congresso, que não apresenta novos nomes ou alternativas políticas para além do ex-presidente.
Dependência e vitimização
Valdemar ainda admitiu que Eduardo Bolsonaro atua fora da estrutura do partido, mas que “ajuda” na defesa do pai. E voltou sua artilharia contra o ministro Alexandre de Moraes, acusando o Judiciário de não deixar “para quem recorrer” — um discurso de vitimização que ignora a gravidade dos crimes imputados a Bolsonaro.
Ao dizer que “Trump é a única saída que temos”, o líder do PL deixou evidente a falta de horizonte político da sigla, cada vez mais refém do bolsonarismo e incapaz de renovar seu projeto.

