O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não comparecerá presencialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no primeiro dia do julgamento sobre a trama golpista da qual é réu. A decisão foi confirmada por sua defesa. O comparecimento não é obrigatório, e no caso de Bolsonaro dependeria de autorização do tribunal, já que cumpre prisão domiciliar.
Defesa alega problemas de saúde
Segundo os advogados, Bolsonaro tem enfrentado crises de soluço que chegam a provocar vômitos, motivo pelo qual foi desaconselhado a ir ao tribunal. A defesa argumenta que ele não está em condições adequadas para participar presencialmente da sessão.
Outros réus ausentes
Além de Bolsonaro, outros três réus não irão à abertura do julgamento marcada para terça-feira (2): o almirante Almir Garnier, o general Augusto Heleno e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. As defesas informaram que eles optarão por não comparecer ao plenário.
Já o general Paulo Sérgio Nogueira confirmou presença. As equipes de defesa de Braga Netto, Mauro Cid e Alexandre Ramagem ainda não haviam respondido até o fim do dia.
Sessões e dinâmica do julgamento
O processo será conduzido pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin e com relatoria de Alexandre de Moraes. As sessões estão previstas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.
A abertura contará com a leitura do relatório por Moraes. Depois, os advogados terão até uma hora cada para apresentar as defesas, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá duas horas para expor a acusação.
Possíveis penas e etapas do julgamento
A expectativa é que Alexandre de Moraes apresente seu voto a partir de 9 de setembro. Antes, os ministros devem decidir sobre questões preliminares, como suspeição e competência do STF.
As penas para os crimes imputados podem ultrapassar 40 anos de prisão. A decisão será tomada por maioria simples da Primeira Turma, mas ainda caberão recursos dentro do próprio Supremo.

