Vai dar Bolo

Bolsonaro não irá ao STF para julgamento do golpe

Defesa alega problemas de saúde e ex-presidente seguirá em prisão domiciliar
Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Reprodução)
Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Reprodução)
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não comparecerá presencialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF) no primeiro dia do julgamento sobre a trama golpista da qual é réu. A decisão foi confirmada por sua defesa. O comparecimento não é obrigatório, e no caso de Bolsonaro dependeria de autorização do tribunal, já que cumpre prisão domiciliar.


Defesa alega problemas de saúde

Segundo os advogados, Bolsonaro tem enfrentado crises de soluço que chegam a provocar vômitos, motivo pelo qual foi desaconselhado a ir ao tribunal. A defesa argumenta que ele não está em condições adequadas para participar presencialmente da sessão.


Outros réus ausentes

Além de Bolsonaro, outros três réus não irão à abertura do julgamento marcada para terça-feira (2): o almirante Almir Garnier, o general Augusto Heleno e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. As defesas informaram que eles optarão por não comparecer ao plenário.

Já o general Paulo Sérgio Nogueira confirmou presença. As equipes de defesa de Braga Netto, Mauro Cid e Alexandre Ramagem ainda não haviam respondido até o fim do dia.


Sessões e dinâmica do julgamento

O processo será conduzido pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin e com relatoria de Alexandre de Moraes. As sessões estão previstas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro.

A abertura contará com a leitura do relatório por Moraes. Depois, os advogados terão até uma hora cada para apresentar as defesas, enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá duas horas para expor a acusação.


Possíveis penas e etapas do julgamento

A expectativa é que Alexandre de Moraes apresente seu voto a partir de 9 de setembro. Antes, os ministros devem decidir sobre questões preliminares, como suspeição e competência do STF.

As penas para os crimes imputados podem ultrapassar 40 anos de prisão. A decisão será tomada por maioria simples da Primeira Turma, mas ainda caberão recursos dentro do próprio Supremo.

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