A Polícia Federal solicitou autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o conteúdo de dois cofres encontrados no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.
O pedido integra apuração aberta após a localização de documentos pessoais do ex-mandatário e outros bens guardados nos compartimentos, descobertos mais de dois anos depois de Bolsonaro ter deixado o imóvel.
Localização dos cofres
Segundo a PF, os cofres foram localizados e abertos em junho deste ano, durante diligência realizada após a corporação ser acionada pela Presidência da República.
No interior, os agentes encontraram “documentos pessoais” de Jair Bolsonaro “junto a outros bens”. O conteúdo detalhado não foi divulgado até o momento.
Necessidade de esclarecimentos
Diante do material encontrado, a PF considerou necessária a oitiva do ex-presidente para esclarecer a quem pertencem os itens e qual a origem do material armazenado.
“Tendo em vista terem sido encontrados documentos pessoais do ex-Presidente Jair Messias Bolsonaro, junto a outros bens, faz-se necessária a realização de oitiva do mesmo, para que se manifeste sobre a propriedade e origem de tais bens”, diz o ofício encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes.
Interrogatório em Brasília
A solicitação prevê que o interrogatório ocorra na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, local onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, determinada pelo STF após condenação por participação na tentativa de golpe de Estado.
A PF destacou que a oitiva é necessária exclusivamente para esclarecimentos sobre os cofres e não detalhou se os itens encontrados têm relação com outros inquéritos em andamento.
Origem da investigação
No documento enviado ao Supremo, a corporação relata que foi acionada para investigar a existência dos cofres no Alvorada, sem informar a data exata do pedido feito pela Presidência.
A investigação foi aberta após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinar que a PF verificasse a presença de bens e documentos deixados pelo antecessor na residência oficial.

