Modus Operandi

Além de Jair Bolsonaro, ao menos 18 criminosos bolsonaristas violaram tornozeleira

Violações em série expõem padrão de fuga, descumprimento judicial e desprezo às medidas cautelares.
Imagem do vídeo da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro danificada
Imagem do vídeo da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro danificada
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

Além de Jair Bolsonaro, ao menos 18 bolsonaristas envolvidos em crimes da trama golpista e nos ataques de 8 de janeiro de 2023 romperam tornozeleiras eletrônicas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e tentaram escapar do alcance da Justiça, alguns deixando o país.

Rompimentos em série após decisões do STF
Bolsonaristas envolvidos no ataque de 8 de janeiro de 2023 e na trama golpista violaram tornozeleiras eletrônicas após medidas cautelares determinadas pelo STF. Entre os casos está o do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que rompeu o equipamento e tentou fugir do país.

Rotas de fuga e destinos
Alguns dos fugitivos utilizaram rotas pela Argentina, Uruguai e outros países vizinhos. A evasão ocorreu principalmente pelas fronteiras de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, segundo apurações.

Bolsonaro e a perícia da PF
O ex-presidente Jair Bolsonaro também foi alvo de investigação e, enquanto cumpria prisão domiciliar, acabou transferido para regime fechado após tentar violar sua tornozeleira. Peritos da Polícia Federal confirmaram que ele utilizou um ferro de solda para danificar o equipamento. O laudo descreveu a violação como “grosseira” e sem precisão técnica.

Prisão de Silvinei no Paraguai
Silvinei Vasques foi preso em Assunção, no Paraguai, na madrugada desta sexta-feira, 26, após deixar o Brasil sem autorização judicial e tentar embarcar para El Salvador com passaporte falso. O rompimento da tornozeleira gerou alertas nas fronteiras e levou à captura com apoio da PF brasileira.

Perfil dos foragidos do 8 de janeiro
Ao menos dez bolsonaristas que participaram diretamente dos atos golpistas romperam tornozeleiras e fugiram para a Argentina e o Uruguai. A maioria é formada por mulheres, em torno dos 50 anos, condenadas a penas superiores a 10 anos de prisão.

Casos conhecidos
Entre os nomes mais citados estão Daniel Luciano Bressan, Ângelo Sotero e Gilberto Ackermann. Bressan fugiu para a Argentina e tentou arrecadar recursos por meio de rifas. Sotero, músico de Blumenau, também deixou o país após romper o equipamento.

Outras condenadas, como Raquel de Souza Lopes, Luiz Fernandes Venâncio e Flávia Cordeiro Magalhães Soares, seguem foragidas. Raquel participou diretamente dos ataques ao Palácio do Planalto e foi condenada a 16 anos e meio de prisão.

Monitoramento interrompido
Klepter Rosa Gonçalves, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), não rompeu a tornozeleira, mas deixou de utilizá-la. Em abril, o equipamento parou de ser detectado, e a defesa alegou que estava “carregando”.

Veja a lista de golpistas que violaram suas tornozeleiras
Jair Bolsonaro
Silvinei Vasques
Daniel Luciano Bressan
Ângelo Sotero
Gilberto Ackermann
Raquel de Souza Lopes
Luiz Fernandes Venâncio
Flávia Cordeiro Magalhães Soares
Alethea Verusca Soares
Rosana Maciel Gomes
Jupira Silvana da Cruz Rodrigues
Fátima Aparecida Pleti
Paulo Augusto Bufarah
Klepter Rosa Gonçalves
Edith Christina Medeiros Freire
Marinaldo Adriano Lima da Silva
Roque Saldanha
Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares
Vitório Campos da Silva

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