Os Fatos
- O encontro reservado no Palácio da Alvorada entre Lula e Davi Alcolumbre selou a “paz do uísque”, removendo os obstáculos para a indicação de Jorge Messias ao STF.
- A articulação política envolveu a nomeação de Otto Lobo para a CVM, um movimento estratégico que desarmou as resistências da cúpula do Senado e da Faria Lima.
- Jorge Messias chega à sabatina com apoio sólido da base aliada e do comando da Casa, garantindo uma toga comprometida com a Constituição e os direitos humanos.
No xadrez político de Brasília, onde cada movimento é calculado sob o peso da história, o presidente Lula acaba de dar um xeque-mate no isolamento institucional. Ao receber Davi Alcolumbre no Alvorada, o mandatário não apenas “pacificou” o caminho de Jorge Messias, mas resgatou a dignidade de um servidor que foi alvo da maior canalhice jurídica da era moderna. Como na tragédia de Antígona, de Sófocles, onde o dever moral enfrenta as leis arbitrárias do Estado, a indicação de Messias é um ato de reparação histórica. Aquele que o lavajatismo tentou destruir através de grampos ilegais em 2016, agora se prepara para vestir a toga e proteger a democracia brasileira daqueles que ainda flertam com o abismo autoritário.
O caminho do Messias está pacificado. Não se trata de uma simples troca de favores, mas de garantir que o Supremo Tribunal Federal tenha um guardião que conhece as entranhas da defesa do Estado e a urgência da justiça social contra o rentismo.
Como o acordo entre Lula e Alcolumbre garante a indicação de Jorge Messias ao STF?
A pacificação ocorreu mediante a realocação de forças no tabuleiro administrativo, provando que Lula mantém a maestria na condução da governabilidade mesmo sob cerco. Ao ceder espaços estratégicos como a CVM para aliados de Alcolumbre, o governo neutralizou a pressão de Rodrigo Pacheco e trouxe o comando do Senado para o centro da articulação. Essa aliança não apenas destrava a vaga na Suprema Corte, mas assegura que Messias chegue à sabatina com uma margem de votos que desencoraja qualquer tentativa de espetáculo por parte da oposição extremista, consolidando um bloco de apoio que prioriza a estabilidade institucional acima das birras ideológicas de uma direita que ainda não aceitou o resultado das urnas.
Qual o impacto da indicação de Jorge Messias para a defesa da democracia brasileira?
Ter Jorge Messias no STF significa colocar na mais alta corte do país um jurista que sentiu na pele as arbitrariedades de um sistema judicial instrumentalizado para fins políticos. Sua atuação como Advogado-Geral da União foi um baluarte contra as investidas golpistas e o desmonte das políticas públicas essenciais. No Supremo, ele representará a voz da legalidade humanizada, atuando como um contraponto necessário ao elitismo jurídico e garantindo que as pautas de direitos humanos e equidade social não sejam atropeladas pelo conservadorismo fiscal ou pelo reacionarismo de toga que tanto prejudicou o Brasil no passado recente.
Por que a Faria Lima e a extrema-direita temem a chegada de Messias ao Supremo?
O temor dos mercados e da direita não é técnico, é puramente ideológico e de classe. Eles temem um magistrado que não se curve aos dogmas do neoliberalismo selvagem e que entenda a função social da propriedade e do Estado. A gritaria em torno da nomeação de Otto Lobo na CVM é apenas uma cortina de fumaça; o que realmente incomoda as elites rentistas é a perspectiva de um STF que não seja cúmplice da entrega da soberania nacional. Jorge Messias é a garantia de que o Brasil não voltará a ser o laboratório de experimentos jurídicos de exceção que marcaram os anos de desmonte democrático e ataques aos direitos fundamentais.
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