Democracia Preservada

Para desespero da sanha golpista, Alexandre de Moraes assume as rédeas do STF no recesso de Fachin

Enquanto o presidente da Corte se retira para o descanso institucional, o guardião do inquérito das fake news assume o plantão para garantir que a ordem constitucional não sofra sobressaltos de verão
Alexandre de Moraes - Foto: Rosinei Coutinho/STF
Alexandre de Moraes - Foto: Rosinei Coutinho/STF
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

OS FATOS:

  • O ministro Alexandre de Moraes exerce a presidência interina do Supremo até o final de janeiro de 2026.
  • A substituição ocorre devido ao recesso do ministro Edson Fachin, atual mandatário da Corte.
  • O plantão judiciário contará com a colaboração dos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, André Mendonça e Flávio Dino.

A sentinela da Praça dos Três Poderes

A liturgia do poder no Brasil costuma ser marcada por silêncios estratégicos durante os janeiros escaldantes, mas a ascensão interina de Alexandre de Moraes à presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) carrega um simbolismo que transcende o simples rodízio burocrático. Em um cenário onde as cinzas das tentativas de ruptura democrática ainda são sopradas por ventos extremistas, a presença de Moraes no comando da Corte — mesmo que temporária — atua como um desinfetante institucional contra qualquer devaneio autoritário que floresça na ausência do titular, Edson Fachin.

Historicamente, o plantão judiciário é o momento em que a República testa sua resiliência. Ao assumir o leme nesta segunda-feira (12), Moraes não apenas cumpre o rito de antiguidade que o levará à presidência definitiva em 2027; ele reafirma o papel do STF como o último baluarte contra o obscurantismo. É um movimento que, invariavelmente, causa calafrios nos setores que ainda flertam com o retrocesso, dada a combatividade demonstrada pelo ministro na relatoria de inquéritos que desmantelaram redes de desinformação e ataques às instituições.

O tabuleiro do plantão de janeiro

Diferente de décadas passadas, onde o recesso era sinônimo de paralisia, o atual arranjo de forças no tribunal reflete uma composição heterogênea, mas unida pelo dever de prontidão. Abaixo, detalhamos a configuração das forças que zelam pela Constituição neste período:

MinistroPapel no PlantãoPerfil de Atuação
Alexandre de MoraesPresidente InterinoFoco em Defesa da Democracia e Segurança Pública
Edson FachinLicenciado (Recesso)Perfil Técnico e Garantista
Flávio DinoIntegrante do PlantãoArticulação Institucional e Constitucionalismo Social
Gilmar MendesIntegrante do PlantãoDecano e Garantia da Estabilidade Processual

Paralelos com a firmeza institucional

Não é a primeira vez que o Supremo precisa de mãos de ferro em períodos de transição. Pode-se traçar um paralelo com a gestão de Joaquim Barbosa, que durante o julgamento do Mensalão, alterou a percepção pública sobre a autoridade da Corte. Moraes, contudo, opera em uma fronteira mais árida: a guerra híbrida da desinformação. Sua interinidade é um recado claro de que o “fazer o que deve ser feito” não tira férias, e que a soberania nacional, tantas vezes ameaçada pela sanha imperialista de algoritmos estrangeiros e interesses escusos, permanece sob vigilância rigorosa.

São Paulo (SP), Brasil 05 / 06 / 2024 Alexandre de Moraes, ministro do STF, participa da cerimônia em homenagem ao centenário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo — Foto de thenews2.com
São Paulo (SP), Brasil 05 / 06 / 2024 Alexandre de Moraes, ministro do STF, participa da cerimônia em homenagem ao centenário do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo — Foto de thenews2.com

Qual a importância jurídica da presidência interina durante o recesso judiciário?

A presidência interina detém a prerrogativa de decidir sobre medidas urgentes, como liminares em Habeas Corpus e mandados de segurança, garantindo que a jurisdição constitucional não sofra solução de continuidade. Em termos políticos, assegura que a autoridade da Corte permaneça personificada em uma liderança capaz de responder a crises institucionais imediatas com autoridade e celeridade.

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