Candidatura banhada a sangue

Cláudio Castro recebe apoio do PL para candidatura ao Senado em 2026 após chacina no Rio

Presidente do partido Valdemar Costa Neto e ex-presidente Jair Bolsonaro fortalecem nome de Castro, que defendeu policiais e se alinha ao bolsonarismo para ampliar palanques
Claudio Castro - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Claudio Castro - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Restaram poucas dúvidas no PL sobre a candidatura do governador Cláudio Castro ao Senado em 2026, formando dobradinha com o senador Flávio Bolsonaro. A megaoperação policial contra o Comando Vermelho, que resultou em 121 mortes, consolidou o prestígio político de Castro entre lideranças do partido, sobretudo para o presidente Valdemar Costa Neto e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Apesar do histórico de processos em tribunais superiores que gerava certa reticência inicialmente, seu apoio incondicional à Polícia Militar e Civil, à linha dura contra o crime organizado, e o alinhamento com o discurso bolsonarista garantiram seu cacifo para a disputa. Além disso, Castro, como governador, amplia o alcance do PL com palanques em diversos municípios, fortalecendo a base para Flávio Bolsonaro.

No entanto, o nome de Castro não está automaticamente eleito para a segunda vaga no Senado pelo Rio. Ele deverá enfrentar adversários da centro-esquerda ligados à base governista numa disputa aberta e acirrada.

O PL, apostando em uma bancada da bala expressiva após a megaoperação, também lançou nomes como o Coronel Fernando Príncipe MartinsNei Machado (Batata da Madsen), e no campo federal, os delegados Carlos AugustoDouglas Ruas e Marcelo Delaroli. Para a Alerj, destacam-se nomes como o sniper Sub Honório e a policial Monique Busson, potencialmente no páreo.

Levantamento da AtlasIntel revelou que 87,6% dos moradores de favelas cariocas e 80,9% do país apoiam as ações policiais contra o Comando Vermelho, enquanto apenas 12,1% desaprovam e 0,3% não souberam opinar. Contudo, 42% da população geral vê a megaoperação com suspeita de motivação política.

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