Bolsonarismo

TSE mantém indeferimento de candidato do partido de Bolsonaro acusado de chefiar milícia

Tribunal rejeita novo recurso de Eduardo Araújo (PL) e confirma decisão que barrou sua candidatura a vereador por envolvimento com grupo criminoso em Belford Roxo
Eduardo Araújo concorreu a vereador pelo PL – Foto reprodução rede social
Eduardo Araújo concorreu a vereador pelo PL – Foto reprodução rede social
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, um novo recurso apresentado por Eduardo Araújo (PL), partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, candidato a vereador em Belford Roxo (RJ) acusado de chefiar uma milícia na Baixada Fluminense.

A decisão, publicada nesta sexta-feira (7), mantém o indeferimento da candidatura e encerra as tentativas do político de disputar as eleições municipais de 2024.


Condenação e atuação criminosa

De acordo com o processo, Eduardo Araújo foi condenado a oito anos de prisão por integrar e financiar uma milícia armada que controlava bairros de Belford Roxo por meio de violência, extorsão, agiotagem e homicídios.

A sentença aponta que o grupo dominava serviços clandestinos e cobrava taxas ilegais de moradores e comerciantes, utilizando ameaças e assassinatos para manter o controle territorial.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) já havia barrado o registro de candidatura, considerando que a vida pregressa do candidato “não demonstra probidade nem moralidade suficientes” para exercer cargo público.


Decisão unânime no TSE

Em maio de 2025, o TSE confirmou a decisão do TRE-RJ em julgamento relatado pelo ministro Ramos Tavares, que ressaltou que a Constituição proíbe a influência de grupos criminosos no processo eleitoral.

No novo recurso, relatado pela ministra Estela Aranha, o tribunal novamente rejeitou todos os argumentos da defesa. A relatora foi acompanhada pelos outros seis ministros, consolidando o indeferimento por unanimidade.

“O tribunal reafirma a impossibilidade de candidatos com envolvimento em milícias participarem do processo eleitoral, em respeito à moralidade pública e à segurança do Estado Democrático de Direito”, destacou a ministra Estela Aranha em seu voto.


Votos anulados e impacto político

Nas eleições municipais de 2024, Eduardo Araújo obteve 2.903 votos, sendo o terceiro mais votado do PL em Belford Roxo. Com a anulação dos votos, o partido acabou elegendo dois vereadores: Henrique Farofa e Rodrigo Com A Força do Povo.

O Ministério Público apontou que a milícia ligada a Araújo atua em diversas atividades ilegais, como a venda de cigarros falsificados, exploração de “gatonet”, transporte clandestino e execuções encomendadas para garantir o domínio territorial.

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