O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (3) durante a Operação Unha e Carne. A ação apura o suposto vazamento de dados sigilosos da Operação Zargun, deflagrada em setembro, quando o então deputado estadual TH Joias acabou detido.
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Vazamento sob investigação
Segundo a PF, agentes públicos teriam antecipado detalhes internos da investigação, comprometendo o andamento da Zargun e atrapalhando diligências planejadas. As suspeitas levaram o Supremo Tribunal Federal a autorizar um mandado de prisão preventiva contra Bacellar, oito mandados de busca e apreensão e uma ordem de intimação para medidas cautelares alternativas.
Decisão amparada pela ADPF das Favelas
A ofensiva integra o escopo da decisão do STF no julgamento da ADPF 635/RJ, que determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre grupos criminosos violentos atuantes no Rio e suas conexões com agentes públicos. A reportagem tenta contato com a Alerj e o partido de Bacellar, que ainda não se manifestaram.
A queda de TH Joias
Em setembro, a PF e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prenderam Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias (MDB). Ele é investigado por tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas com o Comando Vermelho.
O parlamentar foi detido em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, e a Operação Zargun executou 18 mandados de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e sequestrou bens avaliados em R$ 40 milhões. As investigações apontam um esquema de corrupção envolvendo o deputado, chefes do Comando Vermelho e agentes públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares e ex-secretários.

