Vergonha Fluminense

Livre, monitorado e sem cadeira: Bacellar sai da cela, não do cerco

Ministro do STF revoga prisão aprovada pela Assembleia, mas impõe monitoramento eletrônico e afasta deputado do comando do Legislativo fluminense
Rodrigo Bacellar / Crédito: Alex Ramos/Alerj
Rodrigo Bacellar / Crédito: Alex Ramos/Alerj
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil), deixou a prisão da Polícia Federal nesta terça-feira (9) e foi conduzido à Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), onde passou a usar tornozeleira eletrônica determinada pelo Supremo Tribunal Federal. Em seguida, seguiu para sua residência, segundo informações do RJ2, da TV Globo.

STF revoga prisão, mas impõe limites
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes decidiu revogar a prisão preventiva do deputado, em linha com a deliberação da Alerj, mas impôs uma série de medidas cautelares. A principal delas é o impedimento de Bacellar reassumir qualquer função ligada à presidência da Assembleia enquanto estiver sob investigação.

Monitoramento imediato
Na decisão, Moraes determinou que o parlamentar deixasse a prisão já submetido ao monitoramento eletrônico. A instalação da tornozeleira deveria ocorrer imediatamente após o cumprimento do alvará de soltura, o que foi executado ainda nesta terça-feira.

As restrições impostas
Além do afastamento da presidência, o ministro definiu outras limitações severas. Bacellar deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, das 19h às 6h, está proibido de manter contato com outros investigados e precisou entregar todos os seus passaportes.

Conflito entre Alerj e STF
A Alerj havia aprovado, na segunda-feira, a revogação da prisão e pressionava pela retomada das atividades parlamentares do deputado. A decisão do STF, no entanto, mantém Bacellar afastado do centro do poder político fluminense e sob vigilância direta da Justiça.

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