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Luto

Rio de Janeiro decreta luto oficial pela morte do jornalista Jourdan Amóra

Diretor do jornal A Tribuna, com passagem pelo Diário Carioca, e referência da imprensa fluminense faleceu aos 87 anos em Niterói

20 de outubro de 2025

O governador Cláudio Castro (PL) decretou luto oficial de três dias no Estado do Rio de Janeiro pela morte do jornalista Jourdan Amóra, diretor do jornal A Tribuna. A medida atende a pedido do deputado estadual Vitor Junior (PDT) e será publicada nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial. O velório ocorre a partir das 12h45 no auditório do Cemitério Parque da Colina, bairro Cantagalo, em Niterói, com sepultamento previsto para as 14h45.


Vida e legado de Jourdan Amóra

Jourdan Amóra faleceu na manhã do domingo (19), aos 87 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. O deputado Vitor Junior lamentou profundamente a perda e destacou a importância de reconhecer a trajetória do jornalista, que se tornou uma voz essencial na imprensa fluminense.

“Recebi com enorme tristeza a notícia da morte do amigo e grande jornalista Jourdan Amóra. A trajetória de Seu Jourdan, como era carinhosamente chamado, se confunde com a própria história da imprensa fluminense. Ele formou gerações de jornalistas, inspirou leitores, exerceu seu ofício com ética, compromisso e competência. Era um apaixonado por Niterói, ajudando a contar e a escrever a história da cidade. Niterói, o Estado e o jornalismo perdem uma grande voz, mas o legado de Jourdan Amóra permanecerá vivo em cada página que ajudou a escrever”, disse o parlamentar.


Carreira marcada por coragem e independência

Natural de Minas Gerais, mas criado em Niterói, Jourdan iniciou a carreira nos anos 1950, escrevendo para publicações como A PalavraDiário do Povo e Diário do Comércio. Também assina reportagens para sedes fluminenses dos jornais Última Hora, Diário Carioca e Jornal do Brasil. Foi jornalista, repórter, editor, empreendedor, militante e um defensor fervoroso da liberdade de expressão, sempre empenhado na luta por direitos e ética.

Reconhecido pela coragem em enfrentar temas delicados e pelo equilíbrio entre rigor e humanidade, participou da cobertura do incêndio do Gran Circo Norte-Americano em 1961. Em 1965, adquiriu o jornal A Tribuna, transformando-o em símbolo de independência e combatividade.


Atuação e reconhecimento nacional

À frente da Associação Brasileira de Jornais do Interior (Abrajori), percorreu o país mobilizando editores e defendendo o acesso democrático à informação, consolidando sua influência além do Rio de Janeiro.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), também decretou luto oficial no município, homenageando a memória do jornalista que marcou gerações.

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