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Crime

O Medo de Agostina Paez: Argentina acusada de racismo no Rio reage à prisão; “Desesperada”

Advogada argentina alega violação de direitos após Justiça do Rio identificar risco iminente de fuga.

6 de fevereiro de 2026

O clamor digital e o rigor da 37ª Vara Criminal

O silêncio das medidas cautelares foi rompido pelo vídeo de Agostina Paez. Em 6 de fevereiro de 2026, a advogada argentina, que já utilizava monitoramento eletrônico, viu sua situação jurídica degenerar em ordem de prisão preventiva. O magistrado da 37ª Vara Criminal da Capital não se deixou levar pela retórica das redes sociais: a permanência de Paez em liberdade foi classificada como um risco à instrução criminal e à soberania da lei brasileira. O “desespero” manifestado pela ré é, para o Judiciário, o subproduto natural de um sistema que parou de tolerar o racismo como uma infração menor.

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RIO DE JANEIRO

Perspectivas Editoriais

A mecânica do racismo em Ipanema

O caso, que remonta ao início de fevereiro na Rua Vinícius de Moraes, descreve um comportamento que a legislação de 2026 pune com reclusão de dois a cinco anos. Paez é acusada de proferir sistematicamente termos como “negro” e “mono” (macaco) contra funcionários de um bar, acompanhando as ofensas com gestos simiescos. A gravidade reside na persistência: mesmo alertada sobre a ilegalidade de seus atos em solo brasileiro, a acusada teria reiterado as agressões, demonstrando um dolo que sua formação em Direito torna impossível de ignorar.

O argumento do magistrado e a soberania nacional

No despacho que determinou a custódia, o juiz enfatizou que a liberdade de Agostina Paez poderia intimidar as vítimas, pessoas em situação de vulnerabilidade ocupacional, e comprometer a colheita de provas. Mais do que isso, o “perigo de fuga” para a Argentina — onde o processo de extradição por crimes de injúria racial é um labirinto diplomático — foi o fator decisivo. Em 2026, a Justiça brasileira atua para impedir que fronteiras se tornem escudos para a impunidade racial.

Takeways

  • Agostina Paez utiliza redes sociais para tentar frear ordem de prisão preventiva no Rio.
  • Magistrado identifica risco de fuga e intimidação de testemunhas como pilares da decisão.
  • A acusada já utilizava tornozeleira, mas medida foi considerada insuficiente para garantir a lei.
  • O crime de injúria racial no Brasil em 2026 não admite mais fiança ou condescendência.

Fatos Chave

  • 05/02/2026: Data em que a prisão preventiva foi oficialmente decretada.
  • 37ª Vara Criminal: Unidade judiciária responsável pelo rigoroso despacho.
  • “Desesperada”: Termo usado pela própria ré em vídeo apelativo na web.
  • 2 a 5 anos: Faixa de reclusão prevista para o crime de injúria racial.
  • Ipanema: Local do crime que gerou a crise diplomática e jurídica.
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