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Racista Denunciada

MPRJ pede prisão preventiva de argentina que imitou macaco no Rio; promotor cita risco de fuga

Denunciada por injúria racial e racismo, Agostina Páez já usa tornozeleira, mas Ministério Público afirma que cautelares são insuficientes para conter estrangeira sem residência fixa.

4 de fevereiro de 2026

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) elevou o tom contra a impunidade em casos de crimes de ódio na capital fluminense. Nesta terça-feira (3), o órgão ofereceu denúncia e pediu a prisão preventiva da turista argentina Agostina Páez, protagonista de um episódio de racismo que chocou a Zona Sul do Rio em janeiro. Páez foi filmada realizando gestos simiescos e proferindo ofensas raciais contra funcionários de um estabelecimento em Ipanema. Para o promotor do caso, a manutenção da acusada em liberdade, ainda que sob o monitoramento de tornozeleira eletrônica e com o passaporte retido, representa um “perigo processual” inaceitável, dada a ausência de vínculos permanentes da ré com o território brasileiro.

A argumentação do MPRJ é contundente: as medidas cautelares impostas anteriormente pela justiça não são capazes de neutralizar o risco de fuga. Além disso, o Ministério Público destaca o comportamento refratário da turista, que teria persistido nas ofensas mesmo após ser advertida sobre a gravidade e a ilegalidade de seus atos, inclusive em ambiente público fora do bar. Essa “baixa aderência a comandos de contenção”, como descreveu o promotor, sugere que a ré não reconhece a autoridade das leis brasileiras. O caso de Agostina Páez torna-se, assim, um teste para a nova legislação brasileira que equipara a injúria racial ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

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Perspectivas Editoriais

Nota do Editor: Análise de Contexto.
Impacto: O Rio de Janeiro não é um playground para o preconceito. Ao pedir a prisão de quem imita macacos para ofender trabalhadores, o MPRJ mostra que a hospitalidade carioca tem limites claros: a lei e a dignidade humana.
O Rio de Janeiro não é um playground para o preconceito. Ao pedir a prisão de quem imita macacos para ofender trabalhadores, o MPRJ mostra que a hospitalidade carioca tem limites claros: a lei e a dignidade humana.

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A denúncia ocorre em um momento de alta sensibilidade diplomática e esportiva entre Brasil e Argentina, frequentemente marcada por episódios de racismo em estádios de futebol. Ao pedir a prisão preventiva, o MPRJ sinaliza ao mundo que o Rio de Janeiro não aceitará o “turismo do preconceito”. Se o pedido de prisão for acatado pelo Judiciário, Agostina Páez poderá aguardar o julgamento em uma unidade prisional do estado, o que reforçaria o caráter pedagógico e punitivo da lei. A defesa da argentina ainda não se manifestou sobre o pedido de prisão preventiva, mas anteriormente alegava que os gestos haviam sido mal interpretados — tese que o vídeo amplamente divulgado parece desmentir.

Takeaways:

  • MPRJ denunciou e pediu a prisão preventiva da argentina Agostina Páez.
  • A acusada é ré por racismo e injúria racial após gestos de macaco em Ipanema.
  • O promotor sustenta que há risco de fuga, pois ela não tem residência fixa no Brasil.
  • Ela já utiliza tornozeleira eletrônica, mas o MP considera a medida insuficiente.

Fatos-chave:

  • Crime ocorreu em 14 de janeiro de 2026, em Ipanema, Rio de Janeiro.
  • Vítimas são funcionários de um bar local que filmaram a agressão.
  • Denúncia oficializada em 3 de fevereiro de 2026.
  • Passaporte de Agostina Páez já se encontra apreendido pela Polícia Civil.
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