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O MATADOURO DE FARDAS NO RIO DE JANEIRO

A Falência de Cláudio Castro: Rio concentra 42% das mortes de policiais do Brasil em 2025

Enquanto o país reduz óbitos de agentes, o estado registra alta de 35%, revelando o custo humano de uma política de segurança baseada no confronto sem inteligência.

4 de fevereiro de 2026

O Rio de Janeiro consolidou-se em 2025 como o lugar mais perigoso do Brasil para se usar uma farda. Dados do Ministério da Justiça revelam um cenário de horror estatístico: sob a gestão de Cláudio Castro, o estado registrou 77 policiais mortos no ano passado — um salto alarmante de 35% em relação a 2024. O dado é ainda mais devastador quando contrastado com a realidade nacional. Enquanto o Brasil conseguiu reduzir o número de óbitos de agentes em 8%, o Rio caminhou na contramão, tornando-se responsável por quase metade (42%) de todas as mortes de policiais no país. Esta “exceção fluminense” expõe a ineficiência de um modelo de segurança que prioriza incursões em territórios dominados pelo crime organizado sem o devido suporte tecnológico ou estratégico, transformando o policial em bucha de canhão.

A letalidade policial também segue em patamares críticos. No país, 6.519 pessoas foram mortas por forças de segurança, uma média de 18 mortes por dia. O Rio de Janeiro, com 798 mortes cometidas por agentes, figura no topo do ranking absoluto, atrás apenas da Bahia e de São Paulo. Esse ciclo de violência — onde a polícia mata muito e morre muito — é o sintoma de um sistema em colapso. A “política do confronto”, defendida por governantes de viés populista, alimenta uma guerra de atrito que não desarticula as estruturas financeiras das milícias e do tráfico, mas empilha corpos de ambos os lados da linha de tiro. Em dez anos, a letalidade policial no Brasil saltou 170%, provando que o aumento do uso da força não resultou em cidades mais seguras.

No campo da saúde mental, há um dado agridoce: o Rio registrou uma queda de 60% nos suicídios de policiais (de 18 em 2024 para 7 em 2025). Contudo, o cenário nacional ainda é de alerta máximo, com um agente tirando a própria vida a cada três dias. A maioria das vítimas de suicídio são policiais militares, o grupo mais exposto ao estresse crônico do patrulhamento ostensivo. O retrato de 2025 é claro: o Rio de Janeiro é o epicentro de uma crise de segurança que falha em proteger a vida — tanto do cidadão quanto do agente. A gestão de Cláudio Castro, ao não interromper a lógica do abate, condena o estado a um isolamento trágico nas estatísticas de direitos humanos.

Takeaways:

  • O Rio de Janeiro registrou 77 policiais mortos em 2025 (42% do total nacional).
  • Enquanto as mortes de policiais caíram 8% no Brasil, no Rio subiram 35%.
  • A letalidade policial no país subiu 4,5%, com 6.519 mortes causadas por agentes.
  • O suicídio entre policiais no Rio caiu 60%, mas o estado ainda lidera em mortes por confronto.

Fatos-chave:

  • Dados oficiais divulgados pelo Ministério da Justiça em 3 de fevereiro de 2026.
  • Bahia lidera o ranking absoluto de letalidade (1.569 mortes); Rio é o 3º (798 mortes).
  • Amapá possui a maior taxa proporcional de mortes por intervenção policial (17,11 por 100 mil hab).
  • Em 10 anos, o Brasil registrou 1.303 suicídios de agentes de segurança.
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