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Justiça por Orelha

Polícia Civil pede internação de adolescente pela morte do cão Orelha em Florianópolis

Inquérito concluído aponta crueldade contra animais e coação de testemunhas; caso do cão Caramelo também integra a investigação que indiciou adultos e jovens.

4 de fevereiro de 2026

A conclusão do inquérito sobre a morte brutal do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, marca um momento decisivo para a jurisprudência de proteção animal em Santa Catarina. Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil solicitou formalmente a internação de um adolescente identificado como o autor da agressão fatal. O pedido, encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, fundamenta-se na extrema gravidade do ato infracional. Orelha, um animal querido pela comunidade local, foi morto na madrugada de 4 de janeiro após sofrer um traumatismo craniano provocado por um objeto rígido ou um chute, conforme apontou a perícia técnica.

A investigação, conduzida de forma conjunta pela Deacle (Delegacia de Adolescentes) e pela DPA (Delegacia de Proteção Animal), revelou um padrão de violência perturbador. Além do caso de Orelha, o grupo de jovens investigado — composto por oito adolescentes inicialmente — também é suspeito de uma tentativa de afogamento contra outro cão comunitário, o Caramelo, que conseguiu sobreviver ao ataque. Pelo episódio envolvendo Caramelo, a polícia representou contra quatro adolescentes. O rigor da investigação também alcançou a esfera adulta: três pessoas foram indiciadas por coação de testemunhas, evidenciando tentativas de obstrução da justiça durante a oitiva de 24 pessoas ao longo do mês.

A identificação do agressor principal foi possível graças ao cruzamento de depoimentos e à análise de vestimentas utilizadas no momento do crime. No sistema jurídico brasileiro, a internação é a medida socioeducativa mais severa aplicável a menores de 18 anos, equivalente à prisão no sistema penal adulto. O caso de Orelha tornou-se um símbolo da luta contra os maus-tratos em Santa Catarina, mobilizando a opinião pública e pressionando as autoridades por uma resposta rápida. Agora, cabe ao Ministério Público decidir pela representação judicial que poderá manter o jovem sob custódia do Estado, reforçando a mensagem de que a violência contra seres sencientes não será tolerada sob o manto da impunidade juvenil.

Takeaways:

  • Polícia Civil pede internação de adolescente pela morte do cão Orelha.
  • Investigação aponta tentativa de afogamento contra o cão Caramelo pelo mesmo grupo.
  • Três adultos foram indiciados por tentar coagir testemunhas.
  • O crime ocorreu em 4 de janeiro de 2026, na Praia Brava, Florianópolis.

Fatos-chave:

  • Inquérito concluído em 3 de fevereiro de 2026.
  • Perícia confirmou morte por pancada contusa na cabeça (traumatismo).
  • 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes foram investigados no total.
  • Identificação do autor principal foi feita através de roupas e imagens.
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