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O EQUILÍBRIO DOS CÉUS CARIOCAS

Vitória do Galeão: Paes e Lula anulam expansão do Santos Dumont

Revogação de despacho da Anac garante a manutenção do limite de 6,5 milhões de passageiros no terminal central e protege a retomada do aeroporto internacional.

4 de fevereiro de 2026

A disputa pelo controle do espaço aéreo e do fluxo econômico do Rio de Janeiro teve um desfecho político decisivo nesta terça-feira (3). O prefeito Eduardo Paes, após reunião direta com o presidente Lula no Palácio do Planalto, anunciou a revogação de um polêmico despacho da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A medida da agência, publicada em dezembro de 2025, abria brechas técnicas para a expansão da capacidade do Aeroporto Santos Dumont, o que, na visão da prefeitura e de especialistas do setor, representaria um “canibalismo” logístico capaz de esvaziar novamente o Aeroporto Internacional do Galeão. Com a anulação, o governo federal reafirma o compromisso com o modelo de operação coordenada, mantendo o Santos Dumont como um terminal de vocação regional e o Galeão como o grande hub internacional e de conexões do estado.

O imbróglio começou quando a Anac, em um movimento visto por Paes como uma capitulação aos interesses das grandes companhias aéreas (Azul, Gol e Latam), tentou reverter a restrição de 6,5 milhões de passageiros anuais no terminal do Centro. A reação do prefeito foi imediata e estratégica: acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e escalou o tema para a presidência da República. A lógica é macroeconômica: a saúde financeira do Galeão, que registrou 14,6 milhões de viajantes em 2025, depende diretamente da limitação do Santos Dumont. Sem esse equilíbrio, o Rio de Janeiro corre o risco de perder voos internacionais e conexões de carga, que preferem operar em terminais com maior infraestrutura, mas que exigem um volume mínimo de passageiros domésticos para serem viáveis.

RIO DE JANEIRO

Perspectivas Editoriais

Nota do Editor: Análise de Contexto.
Impacto: A política venceu a burocracia técnica da Anac. Eduardo Paes joga o jogo da sobrevivência econômica da cidade, entendendo que a conveniência de um aeroporto central não pode sacrificar a conexão internacional de um estado inteiro.
A política venceu a burocracia técnica da Anac. Eduardo Paes joga o jogo da sobrevivência econômica da cidade, entendendo que a conveniência de um aeroporto central não pode sacrificar a conexão internacional de um estado inteiro.

Para o cidadão e para o mercado global, a manutenção dessa política significa a preservação do Rio como um destino competitivo. O crescimento de quase 15 milhões de passageiros no Galeão em apenas dez meses de 2025 é a prova de que a intervenção estatal no equilíbrio entre aeroportos funcionou para corrigir uma distorção de mercado que perdurava por quase uma década. Ao garantir a revogação do despacho da Anac, Paes e Lula sinalizam que a infraestrutura do Rio de Janeiro não será mais tratada de forma fragmentada, mas como um sistema integrado onde o Santos Dumont oferece agilidade executiva e o Galeão garante a conexão do Brasil com o mundo.

Takeaways:

  • Despacho da Anac que ampliava o Santos Dumont será revogado.
  • Limite de 6,5 milhões de passageiros/ano no Santos Dumont está mantido.
  • Galeão registrou forte recuperação em 2025, atingindo 14,6 milhões de viajantes.
  • A medida evita a fragmentação da malha aérea e protege o hub internacional do Rio.

Fatos-chave:

  • Reunião entre Paes e Lula ocorreu em 3 de fevereiro de 2026.
  • Anac tentou mudar as regras de capacidade às vésperas do Natal de 2025.
  • Paes havia acionado o TCU para barrar a expansão antes da conversa com Lula.
  • A operação coordenada iniciada em 2024 é creditada pelo sucesso da retomada do Galeão.
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