Pacote fiscal

Corte de gastos do governo deve ser anunciado após reunião com Lula

A expectativa é de que o anúncio seja feito nesta segunda (25) ou terça (26), conforme informado pelo ministro Fernando Haddad
Corte de gastos do governo deve ser anunciado após reunião com Lula
Foto: Divulgação / Agência Brasil / Marcelo Camargo
Por André Luiz
André Luiz Colaborador

Jornalista do Diário Carioca.

O anúncio do pacote de corte de gastos elaborado pelo Ministério da Fazenda está previsto para ocorrer após uma nova reunião da equipe econômica do governo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A expectativa é de que o anúncio seja feito nesta segunda-feira (25) ou na terça-feira (26), conforme informado pelo ministro Fernando Haddad.

De acordo com Haddad, a reunião servirá para finalizar a redação dos atos que foram preparados pela Casa Civil. O ministro detalhou que, na manhã de segunda-feira, a minuta dos atos será apresentada ao presidente Lula para revisão.

Entre os pontos a serem discutidos, estão os detalhes de um acordo feito com o Ministério da Defesa, que foi comunicado ao presidente de forma informal.

O pacote de cortes de gastos já foi apresentado aos presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Segundo informação da “CNN”, a expectativa é de que o plano de contingência total tenha impacto de até R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026.

Esse anúncio vem sendo aguardado desde o fim das eleições municipais, quando começaram as discussões sobre os ajustes fiscais. Haddad participou de diversas reuniões com ministros das pastas que devem ser afetadas pelos cortes.

O Ministério da Defesa foi o último a alinhar os ajustes, com a pasta do ministro José Múcio Monteiro fechando os detalhes sobre as alterações que afetarão seus recursos.

Embora Haddad tenha evitado divulgar os valores exatos do pacote, ele indicou que o Ministério da Defesa deverá sofrer um impacto de R$ 4 bilhões em dois anos. Além disso, o pacote de cortes inclui propostas significativas para a área, como o fim do benefício pago a familiares de militares expulsos das Forças Armadas, prática conhecida como “morte ficta”, e o aumento da idade mínima para a passagem à reserva remunerada para 55 anos.

Outra mudança prevista no pacote é o fim do pagamento de pensão para parentes como pais e irmãos de militares, após o benefício ser concedido a cônjuges e filhos.

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