Estado Genocida de Israel matou ou prendeu diretores dos hospitais do Norte de Gaza

Morte do diretor do Hospital Indonésio sela ofensiva contra saúde palestina; médicos são mortos, presos ou desaparecem

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por...
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Israel matou 70 profissionais de saúde palestinos em 50 dias antes de 2 de julho. Fonte: Healthcare Workers Watch

A morte do Dr. Marwan Al-Sultan, último diretor hospitalar ativo no norte de Gaza, evidencia a campanha sistemática de extermínio conduzida por Israel contra a saúde palestina. Em menos de dois meses, 70 profissionais foram mortos e dezenas seguem presos.


Israel extermina infraestrutura de saúde em Gaza

A morte do Dr. Marwan Al-Sultan, diretor do Hospital Indonésio, atingido por forças israelenses em 2 de julho, encerra um ciclo trágico: não resta nenhum diretor de hospital ativo no norte de Gaza. Desde outubro de 2023, médicos têm sido alvo direto da ofensiva israelense. De acordo com a Healthcare Workers Watch, 70 profissionais de saúde foram mortos em apenas 50 dias.

Al-Sultan era um dos dois únicos cardiologistas ainda atuantes na região. Sua execução, realizada no prédio onde se abrigava com parte da família, é descrita por colegas como “uma perda catastrófica” para o sistema médico palestino.


Médicos mortos, presos ou desaparecidos

O assassinato de Al-Sultan não é exceção. Mais de 1.500 profissionais de saúde palestinos foram mortos desde outubro de 2023. Outros, como Ahmed Muhanna (Hospital Al-Awda) e Hussam Abu Safiya (Kamal Adwan), foram detidos sem julgamento. Estima-se que 185 médicos e enfermeiros estejam presos em Israel, alguns desaparecidos, outros vítimas de tortura e abuso, conforme relatado por 25 organizações humanitárias.


Médicos britânicos rompem com Israel

Diante da barbárie, a Associação Médica Britânica (BMA) votou em Liverpool pela suspensão das relações com a Associação Médica de Israel, exigindo que esta se manifeste contra os ataques. A BMA também se posicionou contra a participação da empresa Palantir — fornecedora de tecnologia militar a Israel — no Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido.

“Profissionais de saúde devem ter o direito de protestar contra crimes de guerra sem represálias”, declarou a entidade, que aprovou cinco moções em defesa da Palestina.


Distribuição de ajuda vira massacre

A ofensiva não se limita aos hospitais. Desde que Israel assumiu o controle da distribuição de alimentos, mais de 500 palestinos foram mortos em menos de um mês enquanto tentavam buscar ajuda. Segundo 200 ONGs, quase 4 mil pessoas foram feridas nesse período, a maioria sem acesso a atendimento.

“Com o sistema de saúde colapsado, os feridos são abandonados à morte”, denunciam as organizações. “Metade das vítimas são crianças.”


O Diário Carioca Esclarece

O que é a Healthcare Workers Watch?
É uma rede internacional de monitoramento e denúncia de crimes contra profissionais de saúde em zonas de conflito.

A detenção de médicos palestinos é legal?
Não. A Convenção de Genebra proíbe a prisão arbitrária de profissionais de saúde em territórios ocupados.

Por que Palantir está sendo criticada?
A empresa é acusada de fornecer tecnologia de vigilância militar usada por Israel em Gaza. No Reino Unido, médicos exigem sua exclusão do sistema de saúde pública.


Com informações do Peoples Dispatch

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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações.