O cenário geopolítico de 2026 flerta com o surrealismo transacional. Donald Trump, o empresário que confunde soberania com ativos imobiliários, acaba de estender o tapete vermelho para Vladimir Putin em seu recém-criado “Conselho da Paz”. A proposta, que começou a aterrissar nas chancelarias europeias sob um manto de ceticismo e pavor, não é apenas um plano de mediação para o massacre em Gaza; é a pedra fundamental de uma diplomacia paralela que visa transformar as Nações Unidas em um museu de boas intenções inúteis. Enquanto o Kremlin analisa o convite com a frieza de quem sabe o preço do silêncio, o mundo assiste à tentativa de Trump de presidir, de forma vitalícia, o destino das crises globais.
O que você precisa saber agora
- Fato central Trump convida Putin para conselho internacional presidido por ele mesmo.
- Evidência Assentos permanentes no conselho estão à venda por US$ 1 bilhão.
- Impacto Esvaziamento da ONU e criação de um clube de autocratas sob a égide financeira.
O preço da eternidade: Um bilhão de dólares por um assento no Olimpo
A privatização do multilateralismo e o beija-mão dos governos sabujos
O estatuto do novo Conselho de Trump é uma obra-prima do cinismo imperialista. Mandatos de três anos são oferecidos como migalhas à plebe diplomática, mas a verdadeira “paz” tem preço de mercado: um bilhão de dólares garante o status de membro permanente. É a diplomacia do cheque em branco, onde o Cazaquistão apressa-se em assinar o contrato enquanto Hungria e Argentina, sob o comando de sabujos que trocam a soberania pelo afago do mestre, já garantiram suas cadeiras. O convite a Putin não é apenas uma estratégia para Gaza, mas uma manobra para normalizar o isolamento russo através de um balcão de negócios que ignora o direito internacional em favor da “estabilidade” comprada.
| Instância | Critério de Entrada | Poder de Decisão |
|---|---|---|
| ONU / Gaza | Direito Internacional / Votação | Paralisado pelo Veto |
| Conselho da Paz | US$ 1 Bilhão / Convite de Trump | Vitalício para Trump / Transacional |
Da Groenlândia a Gaza: O delírio imobiliário como política externa
Quando o expansionismo cafona se torna a nova ordem mundial
Não satisfeito em leiloar a paz no Oriente Médio, o entorno de Trump volta a ventilar a captura da Groenlândia, uma ideia que o Kremlin classificou — com uma ironia que beira a admiração — como um “fato histórico”. Essa sanha expansionista disfarçada de pragmatismo é o prenome do novo imperialismo: um que não usa apenas canhões, mas o controle de recursos e territórios estratégicos para inflar o ego de um líder que se vê acima da história. Gaza é apenas o primeiro teste de laboratório para este Conselho, onde a dor de um povo é reduzida a um item de agenda em um resort diplomático de luxo.
“A paz não é a ausência de guerra, é o lucro da negociação.”
Ao convidar Putin e mercadejar assentos permanentes, Trump enterra o cadáver do multilateralismo e ergue uma estrutura onde a ética é um passivo e o poder bruto é o único ativo que importa.





