A Europa prepara o maior revide comercial da história recente contra os Estados Unidos. Em reação às ameaças tarifárias de Donald Trump pela anexação da Groenlândia, a União Europeia discute sanções de €93 bilhões — equivalentes a R$580 bilhões. A crise, deflagrada neste fim de semana, expõe fissuras inéditas na aliança ocidental, com escalada militar no Ártico.
Embaixadores dos 27 países da UE se reuniram ontem em Bruxelas para calibrar uma resposta coordenada. Segundo o Financial Times, o bloco avalia tarifas retaliatórias e barreiras a empresas americanas, preservando soberania frente ao que chamam de “precedente perigoso”.<details class=”dc-summary”> <summary>Em resumo</summary> <ul> <li>UE planeja retaliação de €93 bi contra tarifas de Trump</li> <li>Reunião emergencial em Bruxelas com 27 embaixadores</li> <li>Tarifas de 10-25% sobre 8 países europeus a partir de fevereiro</li> <li>Reforço militar no Ártico por Dinamarca e aliados</li> </ul> </details>
Tarifas como Arma de Trump
No sábado (17), Trump postou na Truth Social que imporá 10% de tarifas adicionais em fevereiro, eleváveis a 25% em junho, sobre importações da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. O ultimato: ceder a Groenlândia ou sofrer economicamente até um “acordo de compra total”.
A justificativa? Segurança nacional e recursos árticos para o “Domo Dourado”, escudo antimísseis bilionário. Dinamarca rejeita: “Groenlândia não está à venda”, ecoam protestos em Copenhague e Nuuk.
Escalada Militar no Gelo
A tensão transborda para o militar. Dinamarca, com apoio de Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda, enviou contingentes à Groenlândia. Comunicado conjunto invoca defesa coletiva da Otan, irritando Washington.
Protestos explodem na Dinamarca
Manifestações rejeitam pressão dos Estados Unidos e reafirmam a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia.
Europa reforça presença no Ártico
Movimentação militar e diplomática sinaliza resposta coordenada à escalada retórica de Washington.
Crise expõe fissuras na Otan
Analistas apontam a mais grave tensão transatlântica desde o fim da Guerra Fria.
“Espiral Perigosa” Alerta Europa
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, promete unidade: “Firmeza na defesa da soberania”. Kaja Kallas, chefe da diplomacia, avisa: divisões favorecem Rússia e China. Diplomatas buscam equilíbrio — pressão sem romper a Otan.
| País / Bloco | Tarifa anunciada | Resposta institucional |
|---|---|---|
| Dinamarca | 10% a 25% | Reforço militar no Ártico e protestos diplomáticos |
| Alemanha e França | 10% a 25% | Apoio logístico e coordenação estratégica |
| União Europeia | € 93 bilhões em retaliação | Reunião emergencial de chefes de Estado |
Análise: Dado sem contexto é ruído; aqui, as tarifas de Trump não são mera bravata — representam 2% do comércio UE-EUA, capaz de inflacionar preços e frear crescimento europeu em 0,5%, per estimativas iniciais da Comissão.
Tarifas de Trump e o impacto transatlântico
Racha que Redesenha o Ocidente
Essa é a pior crise EUA-Europa desde a fundação da Otan em 1949. Trump, fiel ao isolacionismo, arrisca aliança vital por uma ilha mineral. Europa, forçada a escolher entre submissão e confronto, opta pela segunda — com custos bilionários, mas soberania intacta. O Atlântico Norte nunca pareceu tão frio.





