Cinco pessoas morreram e 11 ficaram feridas enquanto a Rússia continua bombardeando cidades ucranianas, apesar da Cimeira do Alasca entre Donald Trump e Vladimir Putin, que buscou um entendimento sobre o fim da guerra.
Ataques diários afetam civis, infraestrutura e aumentam a pressão internacional sobre Moscou.
Ofensiva russa e impacto civil
As Forças Aéreas da Ucrânia informam que o Kremlin lançou um míssil balístico e mais de 60 drones Shahed de fabricação iraniana, além de drones de engodo, durante a noite de domingo.
Defesa aérea ucraniana afirma ter abatido ou neutralizado mais de 40 drones que visavam áreas civis no norte e leste do país.
Cinco pessoas morreram em Donetsk: duas em Raihorodok, duas em Sviatohorivka e uma em Kostiantynivka. O governador Vadym Filashkin relatou que pelo menos quatro ficaram feridas em toda a região.
O Donbas permanece sob intenso ataque desde a invasão russa de 2014, com escalada desde fevereiro de 2022.
Ataques em Kherson e Kharkiv
Mais de 30 povoados em Kherson sofreram ataques de drones e artilharia russa. Duas pessoas ficaram feridas, e casas e veículos foram danificados.
Em Kharkiv, ataques com mísseis, drones e bombas guiadas feriram cinco civis, atingindo vilas como Vilshany, Prykolotne e Nova Kozacha. O governador Oleh Syrniehubov afirmou que todos os alvos atingidos eram civis.
Pressão internacional e esforços de paz
A intensificação da ofensiva ocorre enquanto cresce a pressão global sobre a Rússia para encerrar a guerra.
O presidente Volodymyr Zelenskyy participará de reunião virtual com Emmanuel Macron, Friedrich Merz e Keir Starmer antes de viajar a Washington.
Na segunda-feira, ele se encontrará com Donald Trump na Casa Branca para discutir os esforços de paz.
A reunião de Trump com Putin no Alasca não resultou em cessar-fogo formal, mas trouxe entendimento preliminar das demandas russas. Trump propõe ainda uma cimeira trilateral entre ele, Putin e Zelenskyy, visando “finalmente acabar com esta guerra”.

