Parceria entre Brasil e China impulsiona empregos formais e garante superávit bilionário

Estudo mostra que relação comercial com a China gerou mais de 7 milhões de empregos formais no Brasil e responde por metade do superávit externo em dez anos.

JR Vital - Diário Carioca
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JR Vital
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Editor e analista geopolítico
JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo...
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra com Xi Jinping, o líder chinês, na abertura do IV Fórum CELAC-China – Foto: Ricardo Stuckert / PR

A parceria comercial entre Brasil e China continua a transformar a economia brasileira. Entre 2008 e 2022, os empregos formais ligados às exportações para o país asiático cresceram 62%, taxa superior à registrada com Estados Unidos (32,3%), Mercosul (25,1%) e União Europeia (22,8%).

No mesmo período, as vagas relacionadas às importações da China avançaram 55,4%, novamente superando todos os outros blocos. O estudo “Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China”, divulgado pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, destaca que, apenas em 2022, o comércio bilateral empregava mais de 7,5 milhões de pessoas no Brasil.


Emprego e perfil das exportações

Nas importações, a relação com a China foi a que mais gerou postos de trabalho formais: 5,56 milhões de empregos — superando a União Europeia em 145 mil. Já no setor exportador, mais de 2 milhões de brasileiros atuavam em atividades ligadas às vendas para o mercado chinês.

Apesar do avanço, o número absoluto ainda é menor que o de parceiros como Mercosul (3,8 milhões), União Europeia (3,6 milhões) e EUA (3,4 milhões). Segundo a analista Camila Amigo, isso ocorre porque a pauta exportadora para a China é dominada por produtos agropecuários e minerais, setores altamente mecanizados e que empregam menos do que indústrias diversificadas.


Superávit e estabilidade econômica

A China se consolidou como principal parceiro econômico do Brasil, responsável em 2024 por 28% das exportações brasileiras e 24% das importações. Em dez anos, o Brasil acumulou um superávit de US$ 276 bilhões no comércio bilateral, valor que representa 51% do saldo positivo total obtido com o mundo no mesmo período.

De acordo com o estudo, esse superávit contribuiu para reduzir a vulnerabilidade externa, fortalecer as reservas internacionais e suavizar crises cambiais, funcionando como um pilar da estabilidade macroeconômica brasileira.


Perspectivas e tarifaço dos EUA

Com os Estados Unidos impondo tarifas de até 50% a produtos brasileiros, especialistas apontam que a parceria com a China ganha ainda mais relevância.

“A China depende do Brasil como fornecedor estável de alimentos, energia e minerais, enquanto o Brasil acessa o maior mercado consumidor do mundo e importa insumos essenciais para sua produção”, avalia Camila Amigo.

O futuro, segundo o CEBC, deve incluir diversificação de exportações, maior sustentabilidade e inclusão socioeconômica, para reduzir a dependência de commodities e aproveitar oportunidades para novos produtos e empresas brasileiras.

Com informações da Agência Brasil

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JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.