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Traidor e chantagista Eduardo Bolsonaro ecoa sanções de Trump: ‘Queimar toda a floresta’

Em Washington, deputado foragido defende retaliações dos EUA a autoridades e servidores do programa Mais Médicos.
Eduardo Bolsonaro - Foto: Reprodução
Eduardo Bolsonaro - Foto: Reprodução
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Washington — 13 de agosto de 2025 — O deputado federal e foragido Eduardo Bolsonaro (PL-SP) endossou, nesta quarta-feira, as novas sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras e servidores ligados ao programa Mais Médicos. A medida, anunciada pelo secretário de Estado americano Marco Rubio, inclui a revogação de vistos e foi classificada pelo filho de Jair Bolsonaro como um “recado inequívoco” contra integrantes do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sanções como ferramenta de pressão política

Segundo Eduardo, a punição atinge desde ministros e altos burocratas até funcionários de escalões inferiores, além de familiares. Ele afirmou que “todos responderão pelo que fizeram” ao apoiar o que chama de regimes autoritários — uma narrativa que repete o discurso alinhado à ultradireita internacional e à gestão Donald Trump.

O parlamentar sustenta que a decisão do governo norte-americano reforça o objetivo de “conter a influência de Cuba” e, segundo sua retórica, impedir o que ele acusa ser uma tentativa de Lula e do ministro Alexandre de Moraes de “transformar o Brasil”.

Articulação direta com a Casa Branca

Foragido da Justiça brasileira, Eduardo passou o dia em Washington, reunindo-se com integrantes da administração Trump para discutir novas rodadas de sanções. Ele garantiu que seguirá com compromissos oficiais na capital americana nesta quinta-feira (14), fortalecendo laços com o núcleo duro do trumpismo.

O gesto é visto como parte de uma estratégia para internacionalizar ataques a instituições brasileiras, reforçando a ofensiva bolsonarista contra o STF e a política externa progressista do atual governo.

O Mais Médicos na mira da retórica bolsonarista

Dados do Ministério da Saúde mostram que o programa Mais Médicos conta hoje com 26.414 profissionais, majoritariamente brasileiros. Não há contratação de médicos cubanos via Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) desde 2018, desmontando parte da narrativa usada por Eduardo e aliados para sustentar o discurso de ingerência estrangeira.


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