Pela Democracia

São Paulo terá ato contra PEC da Blindagem no domingo

Frente Povo Sem Medo convoca manifestação "Congresso Inimigo do Povo" no MASP contra anistia a golpistas e blindagem parlamentar.
Frente Povo Sem Medo convoca ato "Congresso Inimigo do Povo" para domingo (21) no MASP em São Paulo contra PEC da Blindagem e anistia a golpistas.
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Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Frente Povo Sem Medo (FPSM) convocou para domingo (21), às 14h, no MASP, em São Paulo, o ato “Congresso Inimigo do Povo“. A manifestação tem como objetivo central rejeitar a PEC da Blindagem e qualquer possibilidade de anistia para condenados pelos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023. A frente afirma que as propostas em tramitação no Congresso representam um “retrocesso institucional” ao proteger parlamentares e reduzir punições de envolvidos em crimes contra a democracia.

O ato reunirá setores da esquerda, sindicatos e movimentos sociais que se articulam há semanas contra a PEC. Lideranças como Ediane Maria (PSOL)Guilherme Boulos (PSOL-SP) e o MTST já divulgam a convocação em suas redes sociais. A mobilização ocorre no contexto da recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e generais aliados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O que está em jogo: blindagem e impunidade

PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados na terça-feira (16), estabelece que parlamentares só poderão ser investigados criminalmente com autorização do Congresso, em votações secretas. Críticos apontam que a medida cria um sistema de impunidade para políticos corruptos e golpistas.

Paralelamente, avança no Congresso o projeto de anistia para condenados do 8 de Janeiro, que teve urgência aprovada na quarta-feira (17) por 311 votos a 163. A FPSM classifica ambas as medidas como “ataques à democracia”.

Quem organiza e por que importa

A Frente Povo Sem Medo reúne organizações históricas da esquerda brasileira e vem ganhando protagonismo na resistência a agendas conservadoras. O ato no MASP segue uma tradição de manifestações simbólicas no local, que já foi palco de protestos contra o impeachment de Dilma Rousseff e em defesa da democracia durante o governo Bolsonaro.

A escolha do domingo é estratégica: busca maximizar a participação popular e atrair cobertura midiática antes das decisões cruciais no Congresso na semana seguinte.

O contexto: STF sob pressão

A mobilização ocorre quando o STF enfrenta pressão sem precedentes de setores do Congresso alinhados ao bolsonarismo. Além das ameaças de anistia e blindagem, ministros do Supremo têm sido alvo de campanhas por impeachment e intimidação.

Para os organizadores, o ato é também uma defesa da independência judicial e do Estado Democrático de Direito.

Como será o protesto

O evento contará com:

  • Discursos de lideranças políticas e sociais;
  • Apresentações culturais;
  • Coleta de assinaturas para abaixo-assinados;
  • Intervenções artísticas sobre democracia e justiça.

Os organizadores prometem “um ato pacífico, mas firme na defesa da democracia”.


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