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Deputada fica inelegível por compra de votos com pix

Por JR Vital Analista Geopolítico

deputada Helena da Asatur (MDB-RR) foi declarada inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral nesta terça-feira (18) por participação direta em um esquema de compra de votos nas eleições de 2024. A decisão da corte judicial é fruto de investigação do Ministério Público que comprovou o uso do sistema Pix e distribuição de recursos em dinheiro para captar eleitores, favorecendo o vereador Adriano Costa (MDB). Essa medida reforça o combate a práticas ilegais que comprometem a integridade do processo eleitoral no Brasil.

Esquema investigado revela compra de votos via Pix

O inquérito conduzido pelo Ministério Público confirmou que Helena da Asatur orquestrou uma logística ilegal de pagamento a eleitores, com valores entre R$ 400 e R$ 700, disponibilizados por meio da empresa pública Asatur — ligada diretamente à deputada. Além do repasse financeiro, houve distribuição de passagens, configurando clara violação das regras eleitorais e princípios democráticos. Listas com nomes dos beneficiados foram encontradas, evidenciando a organização estruturada do esquema.

Paralelamente, a Justiça Eleitoral detectou o uso de caixa dois na campanha do vereador Adriano Costa, envolvido na compra de votos. Com isso, o diploma do vereador foi cassado, e outras duas pessoas próximas a ele também foram declaradas inelegíveis, ampliando o impacto político do processo. Cabe recurso, mas o precedente tenta coibir práticas autoritárias e corruptas que minam a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.


Contexto histórico e implicações políticas

A condenação de Helena da Asatur ocorre num cenário nacional em que a transparência e a lisura dos processos eleitorais têm sido alvo constante de questionamentos e tentativas de ataque por grupos autoritários. O MDB, sigla tradicional no Brasil, enfrenta repetidos escândalos de corrupção, e esta decisão pode influenciar diretamente o equilíbrio político no estado de Roraima. O uso de uma estatal como meio para financiamento ilícito potencializa o caráter gravíssimo da acusação, afetando não apenas a esfera eleitoral, mas também o funcionamento das políticas públicas locais.

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Este caso expõe uma modalidade cada vez mais sofisticada de compra de votos, onde tecnologias financeiras instantâneas, como o Pix, são usadas para driblar controles e reforçar clientelismos. A condenação reafirma a importância da Justiça Eleitoral em manter a soberania democrática, protegendo o voto contra práticas criminosas e garantindo que o poder público não seja instrumentalizado para fins espúrios.

Obrigações legais e político-eleitorais

A punição da deputada Helena da Asatur reforça a atuação rigorosa da Justiça Eleitoral na proteção contra fraudes e práticas ilegais que corroem a democracia. O Ministério Público evidenciou elementos concretos, com provas documentais e financeiras, que corroboram a acusação. O caso deve servir de alerta para agentes políticos e para a sociedade civil, destacando a urgência da fiscalização constante e do fortalecimento das instituições.

A inelegibilidade de uma figura política de destaque no MDB em Roraima também provoca reflexões sobre o modelo político brasileiro, a disputa por poder através do uso indevido da máquina pública e os mecanismos para prevenção e punição. Esta decisão judicial, com fundamentação robusta, é um importante passo para garantir eleições justas e o respeito à vontade popular.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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